Hiroshi Bogéa On line

“Países que aceitam ser o bichinho de estimação dos americanos, terminam mal”

 

Odilon Vieira, advogado radicado em Marabá há vários anos, pontua num artigo publicado originalmente na revista “Foco Carajás”, considerações sobre o antagonismo  entre Estados Unidos e  Rússia:

 

 

A Grande farsa

Odilon Vieira, advogado 

 

 

Fico estarrecido com tamanha desfaçatez, que as notícias sobre a crise na Ucrânia são transmitidas pela mídia internacional.

Sustento que a Rússia não é terrorista, nem os americanos são paladinos da justiça.

Incialmente é preciso relembrar a história daquela região.  Os russos sempre foram a última trincheira em defesa da Europa. Na idade média sustentaram o peso dos mongóis,  nas guerras napoleônicas,  foi invadida pelo grande exército francês, segurou o ataque, e  os 500.000 soldados perdidos por Napoleão,  é marco da derrocada francesa, e mais recentemente sangrou vinte milhões de cidadãos,  na luta insólita contra Hitler.

Ainda no contexto histórico da Segunda Guerra,  importante destacar, que a Crimeia, foi palco de violentos combates entre o Grupo de Exércitos Sul da Alemanha, e o Exército Vermelho, a região era cobiçada por sua posição estratégica.

Voltando aos acontecimentos recentes na Ucrânia,  precisamos entender melhor o que vem acontecendo.

Ucranianos de extrema direita, liderados por grupo paramilitares promoveram pesadas manifestações,  até que conseguiram a renúncia de um presidente, eleito de forma democrática. Um presidente legítimo foi apeado do poder por fascistas. E por trás destas hordas está a União Européia e Estados Unidos. As manifestações dos extremistas ucranianos teve início quando os europeus ocidentais propuseram à Ucrânia,  o ingresso na falida União Européia, pois salvo a Polônia,  o restante vai mal.

A Rússia tem plena legitimidade para reinvidicar a Crimeia, foi realizado plebiscito e a população da região,  de forma esmagadora votou pela incorporação aos russos, todavia os imperialistas não querem aceitar a vontade popular, ao invés disto, estão aplicando sanções econômicas ao governo de Moscou.

As grandes democracias(supostas) não querem aceitar a vontade popular!!! Isto é um grande paradoxo, o que deixa claro que o interesse é puramente econômico, apenas querem escravizar o povo ucraniano.

Os países que aceitam ser o bichinho de estimação dos americanos, sempre terminam muito mal, pois eles(ianques) entram e não saem, e quando partem, deixam a guerra e a destruição.

Se entendermos que os russos não teriam legitimidade para requerer a Crimeia, com muito mais razão o México teria o direito de reaver o Texas, que foi anexado aos EUA pela selvageria do aço.

Ingleses e alemães também questionam a conduta russa na região da Crimeia, no que se refere aos britânicos lembro que saquearam metade do planeta durante o colonialismo e neo-colonialismo, no mínimo deveriam devolver as Malvinas à Argentina, para falarem algo. E os alemães? Depois do holocausto deveriam permanecer os próximos 500 anos em silêncio,  meditando sobre isto.

Chego a pensar na possibilidade de os EUA e seus fantoches estarem forçando uma nova Guerra Fria, para que suas indústrias bélicas, tentem reaquecer a economia quebrada com a crise capitalista de 2008, de qualquer forma tudo isso é bastante temerário,  aprendemos nos anos 80, que diante de um cataclismo nuclear não haverá vencidos, nem vencedores. A Rússia não é o Panamá,  não é a Nicarágua, mas pode ser muito pior que o Vietnã,  pode ser um pesadelo para os comedores de fast-food.

Os latino-americanos não podem compactuar com os embargos econômicos proposto pelo Tio Sam, pois hoje o alvo é a Rússia, amanhã pode ser o Brasil, principalmente no que se refere aos recursos naturais, quando os americanos esgotarem os deles, tentarão tomar os nossos e não poderemos deixar isso acontecer.

Quero demonstrar que milhões de russos se sacrificaram pelo unidade da região, e é justo que a Crimeia possa decidir seu futuro, caminhando ao lado da Rússia.

 

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