Hiroshi Bogéa On line

PA-Castanheira ganha duas pontes sobre rio Vermelho

 

Há exatos 23 anos, o PA Castanheira existe.

Há exatos 23 anos,  as famílias que ali residem lutam bravamente para não abandonarem seus lotes em busca de oportunidades, na região urbana.

O maior problema é a construção de duas pontes sobre o rio Vermelho.

De inverno a verão, o tráfego de veículo pelos dois pontos é impossível.

No inverno, o volume de águas do igarapé  forma imensos lagos, próximo ao ponto de sua travessia, impossibilitando qualquer tipo de trânsito.

Rio Vermelho 4

Os assentados só chegam às suas terras, atravessando  de canoa.

No verão, motos atravessam, cruzando estreita ponte de madeira que malmente dá para uma pessoa cruzar o rio.

Rio Vermelho

Carro, nem pensar.

Do outro lado do rio, os assentados plantam arroz, milho, macaxeira, produzem farinha de boa qualidade e criam gado.

Rio Vermelho 3

Quase toda a produção fica por lá mesmo, ou consegue chegar até a cidade de Curionópolis, graças a solidariedade do prefeito Wenderson Chamon que já mandou, anos anteriores, em algumas oportunidades, maquinário realizar serviços de terraplenagem da estrada vicinal que sai do PA- Castanheira e chega até o Km 16 da PA-275, que dá acesso a Serra Pelada.

Trocando em miúdos, a produção do projeto de assentamento, para chegar aos centros de consumo precisa voltar quase 100 km, para depois pegar a direção de Marabá, porque a prefeitura de Marabá nunca construiu duas pontes sobre o rio Vermelho.

Ou seja, quase  200 km.

O PA-Castanheira, fica a 60 km de Marabá, numa viagem normal, entrando à direita da BR-155, em seu km 60, depois da Vila  Sororó.

Por falta das duas pontes, os efeitos danosos que isso causa, além do desestímulo à produção agrícola: crianças são obrigadas a percorrer, diariamente, cerca de 15 km para chegar a escola, indo e vindo.

A maioria dos pais de família conduz a criançada em cima de motos ou no lombo de burros.

Nesses 23 anos de existência do PA-Castanheira, jamais um prefeito pôs os pés ali.

Nem prefeito, nem vereador de Marabá.

Sábado passado, João Salame quebrou a “tradição” irresponsável.

Foi até o Castanheira, levando seu secretário de Obras, Antonio Pádua; a secretária de Assistência Social, Bia Cardoso Salame; e a vereadora Toninha.

Antes do prefeito visitar o assentamento, Pádua tomou providências pontuais de uma administração que está trabalhando na zona rural.

Deslocou equipamentos da secretaria de Obras para dar início às obras de duas pontes.

O próprio secretário de Obras, Antonio de Pádua, e seu auxiliar direto, Thiago Koch, foram saudados pela população do PA como servidores comprometidos com os problemas da população.

“Nunca  chegamos a ver a secretaria de Obras de Marabá com pessoas tão comprometidas com nossos problemas, como o Pádua e o Thiago. Os dois nos tratam com educação e deixam as portas da secretaria abertas pra gente ter acesso”, disse Ilsa Maria, presidente da Associação dos  Moradores do PA-Castanheira, discursando diante do prefeito.

Saudado por ter sido o primeiro prefeito a colocar os pés na localidade, os moradores apresentaram a Salame seus problemas imediatos, além das duas pontes.

Recuperação da escola, perfuração de um poço artesiano que atenda a todos e o transporte escolar.

Mais de duzentas pessoas ouviram o prefeito garantir os pedidos mais viáveis, sem assumir compromisso com a construção do posto de saúde.

“Não adianta prometer construir, se o posto não vai funcionar. Enquanto não resolvermos a questão da disponibilidade de médicos para contratação, é ilusão garantir esse tipo de obras, essencial a todos vocês”, disse.

Foi ali, no meio da mata, observando crianças atentas à fala do prefeito, reações de esperança no olhar de cada comunitário, que deu para medir a exata dimensão da queda de braços que o governo Dilma trava com as corporações médicas, no que se refere à contratação de profissionais.

O corporativismo sobressai-se como  alegoria preferencial da elite de branco, lixando-se aos queixumes de quem sofre no meio da floresta, hoje sem matas, grande maioria crianças precisando da mão dos tratadores de saúde.

As obras das duas pontes começaram no dia seguinte.

RIO VER

O PA-Castanheira é apenas um exemplo do panorama envolvendo tantos outros projetos de assentamento abandonados no município, havia vários anos.

Em pouco mais de sete meses de governo, a secretaria de Obras realizou serviços em  cerca de 700 km de estradas, num município que possui mais de 3.500 km de vias vicinais.

Tudo obra resultante do esforço de toda a sociedade, considerando as dificuldades  financeiras da  prefeitura – conhecida por todos.

Bia Cardoso Salame aproveitou sua presença e garantiu: dia 14 de setembro, a Seasp estará no Castanheira levando uma série de benefícios, que vão desde atendimento a mulheres gestantes a cessão de documentos diversos.

Comunidade recepciona prefeito
Comunidade recepciona prefeito

 

Pequena escola, que será reformada, ficou pequena para abrigar moradores. Grande parte assistiu  bate-papo do prefeito do meio do terreiro.
Pequena escola, que será reformada, ficou pequena para abrigar moradores. Grande parte assistiu bate-papo do prefeito do meio do terreiro.

 

 

Antonio de Pádua, vereadora Toninha Carvalho, Bia Cardoso Salame, prefeito Salame, Thiago Koch, batendo papo com a comunidade
Antonio de Pádua, vereadora Toninha Carvalho, Bia Cardoso Salame, prefeito Salame, Thiago Koch, batendo papo com a comunidade.

 

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