Hiroshi Bogéa On line

O que dá pra rir, dá pra chorar

A partir de 1º de janeiro próximo, o governo do Tocantins ativará em praça pública um grande calendário com mostragem diária da contagem regressiva da chegada a Palmas da Ferrovia Norte Sul, cuja construção segue em ritmo acelerado à altura de Colinas. O chamado Corredor Centro Norte envolve todos os segmentos sociais do vizinho Estado em torno de debates sobre o desenvolvimento estratégico e indução da economia local ao longo da FNS.

A propaganda oficial é ufanista: “O Tocantins vive um novo tempo”.

A configuração do crescimento econômico tem como suporte central a confiabilidade no Estado através do aumento da geração de energia elétrica, início da produção de biodiesel e da implementação de um sistema de transporte multimodal. Em quatro anos, investiu-se ali R$ 2,7 bilhões em obras e equipamentos, equivalente a 43% da receita estadual, a maior entre os estados da federação.

Recentemente, durante Fórum de Crescimento do Estado realizado em Araguatins, debatedores expuseram cenários da geração hidrelétrica, o multiuso dos reservatórios, perspectivas da produção de álcool e biodiesel, projetos hidroagrícolas, visão de mercado para o biodiesel, além das propostas de desenvolvimento sustentável. A Ferrovia Norte-Sul e seu papel indutor de desenvolvimento foram abordados como temas específicos, inseridos também como alternativas multimodais de logística do Tocantins para o Corredor Centro Norte.

O otimismo de lá faz contraponto ao pessimismo de cá. Pelo menos no Sul do Estado, onde todos as atividades econômicas denunciam explicitamente a perda de rotas. Os planos de expansão das plantas produtivas deram lugar ao desalento.

A reação precisa ser urgente. Ou o fardo a ser carregado exigirá pelo menos décadas de reconstruçao.

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