O mal do espírito tribal no Jornalismo, principalmente quando é para defender reserva de mercado em cargos públicos

Publicado em 9 de julho de 2021

Lendo aqui críticas que estão sendo feitas por alguns setores do Jornalismo de Belém à saída de uma colega da chefia de Comunicação de um órgão da prefeitura da capital.

A jornalista, segundo uma das publicações, estava à frente da coordenadoria de comunicação desde a gestão de Duciomar Costa, permanecendo no mesmo cargo nas duas gestões seguintes de  Zenaldo Coutinho.

Ou seja, 12 anos coordenando a Comunicação do  órgão.

Uma das vozes críticas à saída da jornalista chega a dizer que a demissão dela do cargo da assessoria de comunicação “é bem reveladora da nova gestão da Prefeitura de Belém, que, todos sabemos, está uma bagunça só, desde janeiro de 2021”.

Ora, ora,  ora   ( aviso: o post não tem o objetivo de defender a gestão de Edmilson Rodrigues)   janeiro de 21 foi o inicio da atual administração da capital, portanto, herdando  os podres & pedras da  bagunça só que foi o governo Zenaldo.

Ademais,  coordenadoria de Comunicação é cargo de confiança.

Fica nele quem o administrador confia e quer.

Eticamente, seria de bom tom o (ou a)  jornalista, tão logo alterada a data de vigência de uma nova gestão pública, entregar o cargo, que não é dele ou dela.

Esse espírito de grupo, revelado nas críticas à substitução de uma colega em cargo de confiança, deve ser analisado também pelo lado  da saudável  necessidade de se “ventilar” os ambientes de Comunicação através da alternância.

É incompreensível aceitar como ato  higiênico uma pessoa tomando conta de um cargo de Comunicação por mais de quatro anos.

Mesmo que seja na continuidade de uma gestão reeleita.

Assessoria de Imprensa não é feudo de ninguém,  pior ainda expor o  lato sensu do Jornalismo defendendo reserva de mercado.

Vamos abrir espaço para quem segue a fila, oportunizar novas ideias, reforçar a renovação de quadros.

Isto também vale, principalmente,  para a Comunicação.