Hiroshi Bogéa On line

O blog não dorme no ponto

 

 

Ao que tudo indica, para a diretoria do Simetal – Sindicato dos Metalúrgicos do Pará – somente agora caiu a ficha.

Enquanto os leitores do blog estão sabendo desde o dia 11 de julho que a Ferro Gusa Carajás caminha para o fechamento de suas atividades, sindicalistas procuraram a imprensa de Marabá, no meio de semana, para  alardear o que estava decidido havia muito tempo. E que foi antecipado com muita antecedência pelo poster!

Quem leu o bog, em julho, sabe perfeitamente as razões que estão levando a Vale a fechar sua empresa de gusa.

É aquilo que sempre dizemos: quem sabe, sabe.

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11 Comentários

  1. Gilmara

    7 de dezembro de 2011 - 16:41 - 16:41
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    CFM se despede do conselheiro Antônio Gonçalves Pinheiro
    Qua, 07 de Dezembro de 2011 11:03

    O Dia do Cirurgião Plástico [7 de dezembro] foi marcado com uma homenagem ao conselheiro federal Antônio Gonçalves Pinheiro. O
    Familiares do cirurgião plástico e conselheiro federal Antônio Gonçalves Pinheiro participaram da homenagem do CFM
    Familiares do cirurgião plástico e conselheiro federal Antônio Gonçalves Pinheiro participaram da homenagem do CFM
    auditório da entidade, onde são realizados debates sobre a ética médica, foi batizado com o nome do conselheiro paraense. Familiares, conselheiros, funcionários do CFM e amigos puderam expressar sua admiração ao cirurgião.

    A Sessão Plenária do CFM realizada na manhã de quarta-feira foi reservada para homenagear Pinheiro, vítima de aneurisma de artéria pulmonar em outubro. Para participar do preito, foram convidados a esposa [Jorgina Maria Bichara Pinheiro] e os três filhos – Osório, Ricardo e Antônio Pinheiro Filho (Toninho).

    “Faltam-me palavras para descrever o que foi meu pai. Não me recordo de nenhuma conversa que tivemos com ele que não falasse da Medicina ou do CFM. É muito bom ver que a dedicação que ele teve tem gerado um reconhecimento e exemplo a ser seguido”, declarou o filho Osório Pinheiro.

    O presidente do CFM, Roberto d’Avila, conduziu a homenagem afirmando que Pinheiro é um exemplo de ética. “Deixando o nome dele gravado nas paredes deste Conselho, é uma das maneirar que eternizamos o exemplo de ética médica de Pinheiro que foi um atuante e veemente defensor da medicina”.

    Pinheiro era cirurgião plástico no Pará, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA), onde integrava o corpo de conselheiros. As cinzas do respeitado médico e conselheiro, de 61 anos, foram lançadas no encontro dos rios Itacaiúnas e Tocantins, como era seu desejo.

    O estado do Pará passa a ser representado no CFM pelo cardiologista e conselheiro Waldir Cardoso (à esquerda)
    O estado do Pará passa a ser representado no CFM pelo cardiologista e conselheiro Waldir Cardoso (à esquerda)
    Representação – Com a morte de Antônio Gonçalves Pinheiro, o estado do Pará será representado no Conselho Federal pelo médico cardiologista, Waldir Cardoso.

    Cardoso tem pós-graduação lato sensu em fisiologia do exercício e administração hospitalar e de sistemas de saúde. Participa desde 1988 de movimentos médicos sindicais. Tem um histórico de luta em defesa da saúde de qualidade para todos e, em 1990, propôs a criação da Plenária de Saúde, fórum que congregava entidades da sociedade civil interessadas na luta por uma atenção à saúde digna para todos os paraenses e brasileiros.

  2. Anônimo

    12 de outubro de 2011 - 12:06 - 12:06
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    Está faltando força política, Hudson. Vejo nossos políticos passivos d+.

  3. Hudson Jr

    12 de outubro de 2011 - 00:40 - 0:40
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    Aí já concordo com vc Anônimo!

    Realmente se tirarem a Ferro gusa mas manitiverem a ALPA tudo bem… O problema é que os caras vão carregar é tudo!

  4. Anônimo

    11 de outubro de 2011 - 15:51 - 15:51
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    Hudson, não é só carvão, mas esse é sim o principal problema. Mesmo os reflorestamentos de eucaliptos são duramente criticados pelos ambientalistas. Eles não consideram o eucalipto como reflorestamento, considerando reflorestamento apenas plantas nativas da região. Pra que se meter em uma encrenca deste tamanho pra ganhar merrecas? “Que compre mais fazendas” Ok, você garante o direito a propriedade? Você garante que após comprar milhares de hectares de terra e gastar milhões com plantio de eucalipto nenhum movimento social vai invadi-las por considera-las improdutivas? Produção de gusa não é o que devemos exigir da Vale, isso é muito pouco. A ALPA é o mínimo que a Vale tem que fazer, esquece isso de gusa… O gusa é só um “beijinho” que a Vale da no minério de ferro antes de exportá-lo.

  5. Hudson Jr

    10 de outubro de 2011 - 21:43 - 21:43
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    Anonimo das 10:03 você quer que eu acredite que o problema da VALE é carvão? Pelo amor de deus né.. Que a Vale compre mais fazendas, faça mais reflorestamentos e etc..

  6. Marcos

    10 de outubro de 2011 - 19:53 - 19:53
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    Mais uma vez a Vale esbarra na pressão de mercado, que a tendencia hoje é o meio ambiente. Agora o que fazer com a ALPA? Sua certeza de implantação já foi embora, politicamente, ambientalmente, economicamente. E nós paraenses vamos ficar assistindo de camarote mais um calote da Vale, ou vamos partir pra cima dela, afinal de contas quem não ataca não faz gol.
    As maiores minas de ferro do mundo na mão dela, entregue de mão paraense beijada, e o que nos sobram são poluições e empregos de 5ª categorias. Chega de ser peão, ta na hora de fazermos valer nossas riquezas, ou faz dessa região um local de qualidade de vida para os moradores, ou então deixe-nos procurar outro viés de desenvolvimento econômicos. Acredito que já está na hora dos políticos começarem a dá gritos de independência para novas políticas econômicas, como por exemplo: Agro-industrias florestais (cupu, açaí, bacuri, castanha e outros); industria de cosméticos (a industria que mais cresce no mundo e nós é quem todos dando as cartas); a industria farmacêutica (Olha o jaborandi é um exemplo e o pior que a maior parte ainda nem conhecemos e estamos perdendo). Ou seja, traçar um política econômica casada com o meio ambiente e a cultura amazônica, construindo cultura genuinamente amazônica. Essa é a nova lógica da civilização moderna a qual chamamos de desenvolvimento sustentável, juntar econômica, sociedade e meio ambiente.
    Vamos pensar nisso?

  7. José Raimundo Trindade

    10 de outubro de 2011 - 10:20 - 10:20
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    Prezado Hiroshi, em agosto postamos no blog Proposta Democrática (http://propostademocratica13.blogspot.com/2011/08/sera-que-alpa-vai-virar-alpiste-de.html) um alerta muito sério em relação a ALPA, alertávamos que em “… meados de julho os dirigentes do Instituto Aço Brasil (IABr), entre os quais o empresário Jorge Gerdau, estiveram reunindo com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Sr. Luciano Coutinho, o assunto eram os “estímulos do Planalto à Vale para montar siderúrgicas no país. Esses projetos são vistos com viés político e sem bases mercadológicas e econômicas (rentabilidade do capital investido)” (Valor Econômico, 22, 23 e 24/07/2011, pg. B8).
    Observamos aquela altura que as forças políticas do Pará não podem descurar de que existem pressões sobre o próprio Planalto para que o projeto ALPA seja abandonado. Corretamente uma comitiva formada pelo prefeito de Parauapebas (Darci Lermen) e pela ex-governadora Ana Júlia esteve com o atual presidente da Vale, Murilo Ferreira, para tratar entre outras coisas do decreto de caducidade de Carajás e, aproveitando o ensejo, trataram, também, do projeto ALPA, tal como foi noticiado no jornal Valor Econômico (26/08/2011, p. B1).
    Convém observar que as referidas pressões estão inclusive na imprensa nacional, o referido IABr ressaltou no jornal Valor Econômico ainda outro aspecto: “os projetos ALPA (Aços Laminados do Pará) e CSU (ambos da Companhia Vale), ainda não contam, até o momento, com sócios definidos” (Valor, 22/07, pg. B8), o que segundo o referido Instituto seria a prova de um movimento “somente de pressão política” para construção das referidas indústrias.
    Ficar com a barba de molho parece pouco, fazem-se imperiosas ações coordenadas dos diversos agentes políticos e econômicos do estado para garantir o que já foi conquistado e avançar nos projetos o mais rápido possível.
    Do amigo Trindade

    • Hiroshi Bogéa

      10 de outubro de 2011 - 11:13 - 11:13
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      Grande Trindade, saudamos prazerosamente sua presença no blog. Temos acompanhado seu trabalho no Proposta Democrática, e chegamos a ler o post alertando sobre a questão da Alpa. Estamos de olho nesse barato, sabendo haver muita gente grande contra a verticalização de nossas riquezas. Abs

  8. Anônimo

    10 de outubro de 2011 - 10:03 - 10:03
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    Hudson, consegue carvão pra Vale… Você vai ver o que é que inviabiliza as usinas… Hoje em dia a questão ambiental está tão forte que é praticamente impossível uma usina siderúrgica funcionar.

    • Hiroshi Bogéa

      10 de outubro de 2011 - 11:10 - 11:10
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      Anônimo 10:03: você está certíssimo! A Vale entendeu que sem o reflorestamento que ela possuía no Maranhão (vendido à Suzano Celulose na sociedade que a mineradora mantinha com esta empresa) está inviabilizado o projeto Gusa Carajás. Essa discussão do parque guseiro de Marabá enquanto não for compreendida como algo inviável, sem áreas próprias de reflorestamento, ficará sempre preso ao viés política tão característico. Excluindo a Vale e mais duas empresas aí, o restante de quem se instalou no DI de Marabá não tem nenhuma preocupação ambiental com a questão. E isso não cabe mais. Ou produz 100% de madeira para consumo, ou fecha. É isso aí, e nós saudamos essa lógica do desenvolvimento sustentável. Gerar emprego e renda queimando florestas, é coisa medieval.

  9. Hudson Jr

    10 de outubro de 2011 - 07:54 - 7:54
    Reply

    Isso é um absurdo! A Vale todos os dias extrai riquezas das terras do Pará e quando não consegue lucrar alguns milhões a mais fecha suas portas? Não podemos ficar calados diante disso! Igualmente com a ALPA, a Vale já tá querendo levar a ALPA embora e ainda não teve coragem por causa da Presidência.

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