Novo governo contra a ALPA?

Publicado em 23 de novembro de 2010

Ausente de Marabá, agora a pouco o poster foi alcançado por um telefonema de fonte segura dando conta da ida  à Assembléia Legislativa,  na manhã desta terça-feira, 23,do vice-governador  eleito Helenilson Pontes (PPS), para solicitar aos deputados estaduais a não aprovação  dos projetos 291/09 e 292/09 do Governo do Estado, que regulamenta tratamento tributário da cadeia produtiva do cobre e seus derivados.

Como tem sido amplamente divulgado, caso sejam introduzidas emendas aos projetos sugeridas  por alguns deputados, deixará de ser atrativo para investidores se instalar no Distrito Industrial de Marabá, levando à pique a própria edificação da  Aço Laminados do Pará (Alpa), investimento em torno de  R$ 6 bilhões.

O blog tentou falar com os deputados João Salame (PPS) e Parsifal Pontes (PMDB  para saber a tendência dos parlamentares estaduais quanto ao destino dos dois projetos, mas os celulares de ambos encontravam-se sem serviço.

Um telefonema para o marqueteiro  Orly Bezerra, responsável pela campanha ao governo de  Simão Jatane, também em vão. O blog quer saber se a investida do vice-governador eleito junto aos deputados representa posição oficial do futuro governo.

Se realmente  for essa a direção dos ventos contrários a verticalização das riquezas paraenses, o governo do Estado eleito começará sob forte pressão e desgaste.

Para quem mora no Sul do Pará, assumir posição contrária a consolidação do Distrito Industrial, é declarar guerra ao desenvolvimento de uma região que luta pela sua emancipação exatamente por fatos dessa natureza.

Preocupações tributárias devem  fazer parte da pauta de discussão de qualquer governante, mas não a ponto de travar projetos fadados a transformarem positivamente regiões quase sempre esquecidas pelo poder público.

Caso se confirme expectativa de que Helenilson Pontes esteja atuando sob orientação política de Simão Jatene, o mar vai virar sertão.

Ou, usando outro termo de Glauber Rocha: o Sul do Pará, logo, logo, será uma terra em transe.

A conferir.