Hiroshi Bogéa On line

Nova plataforma para o transporte coletivo de Marabá

 

Não é novidade para ninguém que os serviços de transportes coletivos urbano de Marabá – se existir algum, diga-se  – é um dos piores do Brasil.

Agravado ao longo dos anos pela inoperância de prefeitos que nunca se preocuparam em investir  em estudos e projetos voltados à viabilização de   novo  modelo de transporte público para a cidade, o problema chegou ao limite de saturação – tanto para as empresas concessionários como para aquela que mais sofre, ao fim do cabo:  a comunidade.

Pois bem, há luz no fim do túnel.

Duas situações.

A primeira, com a participação da Vale, que já definiu empresa que efetuará estudos  sobre o Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU) de Marabá. O diagnóstico desse estudo contemplará, além de uma série de concepções técnicas, a minuta do edital da futura concessão dos transportes coletivos do município.

No bojo dos estudos, virá indicação de  quantas empresas a cidade comporta para concessionárias de transporte público.

Integrante da listagem de  condicionantes da Alpa, diagnóstico  virá acompanhado de  ações a serem implantadas, dotando o município de moderno corredor de transporte coletivo, com seus agentes devidamente contratados.

No encontro com teve com representantes da Vale, o secretário de Planejamento Glênio  Benvindo entregou minuta das demandas do setor e, mais importante, sugestão do prefeito municipal para os estudos contemplarem a possibilidade de implantação  de transporte fluvial integrado ao rodoviário.

Ideia é usar embarcações em linhas hidroviárias saindo de São Felix até portos de Nova Marabá, Marabá Pioneira, Cidade Nova e, futuramente, em núcleo a ser formado pela concentração de pessoas no Distrito Industrial 3, abaixo da foz do Itacaiúnas, nas imediações da Alpa.

          – Prefeito Maurino quer viabilizar o transporte hidroviário integrado ao rodoviário, para atender, com mais rapidez, eficiência e segurança, trabalhadores que passarão a morar nos conjuntos habitacionais  e em  diversos loteamentos localizados em São Félix, e próximo a Morada Nova, mas que certamente estarão indo e vindo diariamente trabalhar nas empresas que se fixarão no Distrito Industrial 3. Só do programa Minha Casa, Minha Vida, são 2.500 casas para pessoas de até um salário mínimo, explica Glênio.

Integrado ao rodoviário, o transporte fluvial causará menos dano ambiental, menos impacto no trânsito, ”além de oferecer  momentos de relaxamento para os próprios usuários em seu uso diário, já que o trajeto em embarcação pelo Tocantins provoca  momentos agradáveis de entretenimento.”, prevê o secretário.

O investimento nesse diagnóstico é tudo o que o município precisa para  fazer leitura  universalizada da situação, e obter  recursos técnicos eficientes,  e ferramentas  -, para a confecção de um  processo  de concessão à altura de suas necessidades,  nos cinco núcleos populacionais.

Outra situação, essa mais emergencial.

Como a consultora da Vale deverá  concluir e entregar do diagnóstico em até dez meses, a prefeitura quer amenizar, de imediato, o desconforto -,  e a total impossibilidade do atual sistema de transporte coletivo urbano oferecer  algum serviço digno à população..

Enquanto  não se conclui estudos do PDTU,  a prefeitura oficiou ao sindicato e às concessionárias  pedido de sugestão de um plano de ação emergencial para racionalizar a questão do transporte coletivo.

Diretrizes:    atender áreas  não acessadas  atualmente pelas linhas de ônibus, regularidade nas linhas, e melhorar,  de fato,  o estado  dos ônibus.

Contratada pelo sindicato e representantes das concessionárias,  a empresa  CPTrans  fez análise,  e  entregou ao prefeito, o  chamado Plano de Reestruturação do Transporte Coletivo de Marabá, que não é abrangente, apenas  preliminar, sugerindo um  sistema  que permite às empresas operarem com racionalidade.

Algumas recomendações do plano de reestruturação,   para implantação em curto prazo:

1-Construção de um Terminal de Integração;                                                                                                                      

2- Através da racionalização de itinerário (que não quer dizer redução de itinerário), reduzir a média de 43 km para 12 km,  a distancia percorrida por cada ônibus no cumprimento de uma linha urbana.;

3- Contemplação de outras linhas circulares dentro dos bairros;.

4- Tolerância de saída de cada ônibus a cada 10 minutos;

Para dar maior magnitude a esses dados, a distância média percorrida por um coletivo urbano no cumprimento de sua linha representa uma viagem de Marabá a Itupiranga.  Ou de Goiânia a Anápolis.

Tipo de formatação de corredor totalmente irracional e deficitário para o transporte coletivo urbano de Marabá, sem falar no prejuízo de perda de tempo que acarreta aos usuários.

Apegando-se ainda a distancia percorrida  de 43 km, atualmente cada empresa realiza  9 mil viagens/mês.  Adotando-se  o percurso racionalizado, caindo de 43 km para 12 de média, a soma de viagens mensais subirá para  26 mil.

Nesta  quinta-feira, 14, engenheiros da empresa que realizou o provisório Plano de Reestruturação do Transporte Coletivo de Marabá, e que confeccionou o projeto do Terminal Integrado, estarão   visitando o local onde  foi definido para a construção doTI,  que deverá ser o primeiro de uma sequencia de outros a serem sugeridos nos estudos que a Vale encomendou.

A adoção do TI  possibilitará ao passageiro pagar uma única passagem em trajetos que ele hoje, às  vezes,  paga ate três.

O Terminal Integrado será edificado às margens da Rodovia Transamazônica, ao lado do Areal Paraná

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