Hiroshi Bogéa On line

No rufar dos tambores

 

Perfeitamente compreensível o esforço do deputado estadual Parsifal Pontes (PMDB), em seu blog, desmaterializar o caráter investigativo formal das contas bancárias da Assembleia Legislativa, determinada nesta quinta-feira, 28,  pelo juiz Elder Lisboa Ferreira da Costa, titular da 1ª Vara de Fazenda da Capital, ao quebrar o sigilo bancário da AL.

Desde o cantar do galo,  está sendo interesssante observar  o exercício de convencimento do parlamentar de Tucuruí ao se posicionar  contra a instituição da CPI, considerando-a “inócua”, como também discursa a maioria de seus colegas.

Os fatos por si  justificam o compreensível  esforço de Pontes.

Mas, enquanto o inteligente deputado  usa  a dialética para exorcizar  fantasmas  do terreiro,  as investigações do Ministério Público, agora com apoio da Justiça, avançam.

Se apertar mais, chegam aonde alguns  parlamentares mais temem: no dorso de suas ilhargas.

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7 Comentários

  1. carolina

    22 de maio de 2011 - 09:38 - 9:38
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    eu nao entendi nada,estou pesquisando mas nao achei o significada de rufar .

    • Hiroshi Bogéa

      23 de maio de 2011 - 10:22 - 10:22
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      Carolina, pesquise mais, então. Uma hora você encontra, querida. Sorte na próxima pesquisa.

  2. Anonimo.

    29 de abril de 2011 - 22:17 - 22:17
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    Bressan, quem denucio o escandaloso Mensalão do pt ? foi : a sociedade organizada? foi a justiça? ou foi algum movimento sindical? ou foi um outro escandalo? e o Delubio bem que poderia dar uma assesoria neste escandalo. ouvir hoje que ele ja esta apto a voltar au ninho petista.

  3. Anônimo

    29 de abril de 2011 - 12:00 - 12:00
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    Hiroshi, meu caro,ele diz que se fosse deputado assinaria, pura ironia.Ele tem a base aliada nas mãos.É muito simples tirar o corpo fora,mas a pressão contra a CPI isto é real.Tudo ensaiado,mas o pior é esse PPS com falso moralismo,dizendo-se a favor da ética na política.

  4. Parsifal Pontes

    29 de abril de 2011 - 11:36 - 11:36
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    Olá Hiroshi,

    Com os meus cumprimentos, permita-me clarear que não nego, e nem faço exercício algum para negar, que a ALEPA é sujeito passivo de um processo investigativo.
    Aliás, não há somente um e sim dois: desde março deste ano há dois auditores da Receita Federal dentro da ALEPA, levantando a possível sonegação de imposto federal na folha de pagamento a partir de 1994. O MPE e o MPF, portanto, estão fazendo, com total isenção os seus trabalhos.
    Conceda-me a sua observação de que eu, como adversário ferrenho do governo anterior, não assinei quatro pedidos de CPIs então propostas: Hangar, Kits escolares, Caixas da AGE e SEMA. Em todas as ocasiões fiz pronunciamentos defendendo a rigorosa apuração pelos órgãos competentes, e, no caso das Caixas da AGE, fui, juntamente com a Deputada Simone, entrega-las ao MPE, que, infelizmente, até hoje, não as abriu.
    Na terça-feira desta semana, fiz pronunciamento na Casa com o mesmo posicionamento: apuração pelos órgãos competentes, MPE e MPF, do que possa ter ocorrido na ALEPA nos objetos investigados, observando que, caso apareçam indícios de envolvimento de deputados no ocorrido, que seja aberta a Comissão Processante que é o instrumento regimental cabível.
    No caso específico da “quebra de sigilo bancário da ALEPA”, o que coloquei é a desnecessidade da medida judicial. Em primeiro lugar porque a Casa autorizaria o Banpará a entregar o que o MPE precisa para a produção do que pretende provar. Em segundo lugar, no que tange à movimentação financeira de folha de pagamentos de órgãos públicos, não há a figura do sigilo, podendo as informações serem acessadas por qualquer cidadão. Já há, inclusive, órgãos públicos que disponibilizam estas informações nos seus respectivos portais, o que, aliás, acredito que a ALEPA deverá se preparar para fazer doravante.
    Por fim, embora eu saiba que as explicações que eu queira dar sobre o meu posicionamento, caem na coluna da versão maniqueísta de “não querer CPI porque tem culpa no cartório”, eu sei o que é uma CPI e por isto não acredito nelas e não faço parte do teatro que elas representam enquanto instrumentos políticos de oposição, mas, mesmo na oposição, como dito acima, não desejo fazer parte de teatros, até porque eu conheço todos os atores, de oposição e situação, e não sou páreo para nenhum deles: não levo o Oscar nem de coadjuvante.
    Agradeço-lhe as boas referências que me fez, no meio dos beliscões cometidos.
    Um abraço aos amigos marabaenses.

    Parsifal Pontes

  5. bressan

    29 de abril de 2011 - 07:03 - 7:03
    Reply

    Caro Hiroschi. Comenta-se que o Governador Simão Jatene está fazendo um grande esforço para unir a bancada do PSDB, PMDB, PPS… numa grande operação abafa e pacto pelo silêncio sobre a robalheia da ALEPA. Resta a Justiça, os meio de comunicação e movimentos sociais não deixarem que este escândolo, roubo escancarado fique impune. Dizem que o acordo da operação abafa está sendo chamado de “UNIÃO PELA CORRUPÇÃO NO PARÁ”.

    • Hiroshi Bogéa

      29 de abril de 2011 - 09:55 - 9:55
      Reply

      Bressan, eu não costumo dar credibilidade à expressões do tipo “comenta-se” ou “dizem”. Isso é típico de quem planta informe fraudulento. Prefiro acreditar em duas manifestações públicas do governador deixando claro que se ele fosse deputado assinaria a CPI. A CPI não vai sair porque a maioria dos parlamentares não a quer, tem seus envolvimentos subreptícios com as bandalheiras. Se Jatene tivesse mesmo interesse em “abafar” a comissão de inquérito, ele não transferiria, publicamemente, sua responsabilidade à base aliada.

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