No oco do pau

Publicado em 18 de janeiro de 2010

Durante um ataque organizado na semana passada contra o acampamento dos agricultores, dois companheiros dele foram feridos a bala e por muito pouco não houve mortos. No entanto, o agricultor ensina: “doutô, ninguém é onça de ninguém!”. A frase, digna de constar em Grande Sertão: Veredas, define com precisão o novo modelo de desenvolvimento que defendemos para o Pará, construído muitas vezes no embate junto com o povo. Vivemos as dores do parto.

História é contada por Cláudio Puty, em suas andanças pelo rio Tamuataí, lá nos limites do Pará com o Amazonas.

Cenas tantas vezes repetidas aos olhos do poster em suas caminhadas por esses rios e igarapés paraenses, indigando com o modus vivendi de tantas famílias pobres abandonadas ao longo desses séculos.

Percorrendo as entranhas da reserva Renascer, em Almerim, o Chefe da Casa Civil certamente sentiu no coração o que nenhum livro das academias lhe fez pulsar, até hoje.

E a refletir a realidade de milhares de paraenses  tratados como bichos por madeireiros, fazendeiros e outros segmentos do selvagem modelo econômico imposto pelos governos “desenvolvimentistas”.