Hiroshi Bogéa On line

No oco do pau

Durante um ataque organizado na semana passada contra o acampamento dos agricultores, dois companheiros dele foram feridos a bala e por muito pouco não houve mortos. No entanto, o agricultor ensina: “doutô, ninguém é onça de ninguém!”. A frase, digna de constar em Grande Sertão: Veredas, define com precisão o novo modelo de desenvolvimento que defendemos para o Pará, construído muitas vezes no embate junto com o povo. Vivemos as dores do parto.

História é contada por Cláudio Puty, em suas andanças pelo rio Tamuataí, lá nos limites do Pará com o Amazonas.

Cenas tantas vezes repetidas aos olhos do poster em suas caminhadas por esses rios e igarapés paraenses, indigando com o modus vivendi de tantas famílias pobres abandonadas ao longo desses séculos.

Percorrendo as entranhas da reserva Renascer, em Almerim, o Chefe da Casa Civil certamente sentiu no coração o que nenhum livro das academias lhe fez pulsar, até hoje.

E a refletir a realidade de milhares de paraenses  tratados como bichos por madeireiros, fazendeiros e outros segmentos do selvagem modelo econômico imposto pelos governos “desenvolvimentistas”. 

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4 Comentários

  1. Vicente Cidade

    19 de janeiro de 2010 - 17:30 - 17:30
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    Caro Hiroshi,
    Em entrevista recente ao jornalista Kennedy Alencar, o presidente Lula disse que uma das coisas que mais o impressionou em suas primeiras campanhas era a rejeição que as classes mais pobres tinham a sua candidatura. Hoje você vê só como é que é a popularidade de Lula nessas classes.
    Faço essa referência para mostrar que aqui no Pará estamos vivendo situação parecida, muitas vezes é muito difícil para algumas pessoas compreender o que significa inverter as prioridades das ações do Estado. Prioridades essas que beneficiam os excluídos em detrimento aos "senhores do capital" que enriquecem as custas da miséria alheia.
    É difícil para muita gente compreender que é possível romper com o padrão histórico na política brasileira de que pobre só é lembrado nas eleições.
    Por outro lado, Hiroshi, construir um novo modelo de desenvolvimento para o Pará pressupõe também intervir na reorientação dos investimentos públicos não só em políticas públicas que sejam includentes, mas também, mudar o olhar do Estado em direção as regiões que nunca foram priorizadas pelo poder público.
    É nesse cenário de resgate, que a região Sudeste/Sul do Pará por exemplo, aparece hoje como a região do estado que mais recebe investimentos públicos e privados, investimentos esses que vão mudar a sua história e que se reconheça, que se não fosse a Governadora esses investimentos não viriam para o Pará.
    Na região Oeste, também está se vendo a "mão do estado", a Governadora teve coragem, por exemplo, de enfrentar o debate sobre a UHE de Belo Monte, sem paixões, impondo que os impactos a serem gerados serão compensados. Também lutou e conseguiu junto ao Presidente Lula, implementar a primeira universidade federal pública fora da capital de um estado da Região Norte.
    A tarefa construir a mudança numa sociedade, impõe a necessidade de enfrentar grandes interesses econômicos e políticos, romper barreiras de preconceitos estabelecidos e fundamentalmente seguir em frente; avançar.
    A mudança está no jovem empregado após capacitação profissional, na dona de casa que recebe a sua casa própria, na assertiva de velho amazônida. Força Companheiros !!

  2. Mural de Marabá

    19 de janeiro de 2010 - 13:32 - 13:32
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    É sempre assim, nós é que não aprendemos. Em vésperas de período eleitoral os pretensos candidatos iniciam seus bombardeios de serviços prestados que nunca vimos, e de suas sensibilidades quanto aos problemas do povo.

  3. roberto ruas

    19 de janeiro de 2010 - 11:42 - 11:42
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    Estranho né caro Hiroshi,como que na reta final aparecem os paladinos da coerencia,isso fede,nos faz enganar,porque os assuntos de Estado só agora se afloram? Externar a culpa a governos passados é simples,quero aqui expressar meu sentimento de vergonha por tudo que tiveram e nao fizeram pelo nosso querido Estado do Pará.abçs

  4. Anonymous

    19 de janeiro de 2010 - 02:16 - 2:16
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    Sera que ser bloggueiro dar voto? è muito facil criar um blog e usar as estruturas do Estado(Pessoal e materias).Graças a deus o povão não ler esses blgss(governadora e casa civil), pois são muitas mentiras contadas… que dar nojo.

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