Hiroshi Bogéa On line

No crematório da Vale

 

Ricardo Pedrosa, diretor de implantação do Projeto Salobo (*), deverá se pronunciar, outra vez, sobre a falta de compromissos da Vale para com os fornecedores da região Sudeste do Pará.  Manifestação pela presença dele será do Sindicato do Comércio de Marabá.

Paulo Lopes, presidente do Sindicom, responsabiliza Pedroso pela priorização de contratações de empresas fora do eixo paraense.

Bom lembrar: esse projeto Salobo, em fase bastante adiantado de implantação (fotos) , é onde a quase totalidade das terceirizadas da Vale foi cremada literalmente, consequencia do arrocho contratual imposto pela política da mineradora. Médias e pequenas empresas quebraram.

Não sobrou uma para contar o suplício.

E é assim, nessa toada de exploração  selvagem dos debans minerais e produtivos regionais que a Vale segue batendo recordes de faturamento, para contentamento dos acionistas e  empobrecimento (mais ainda) das populações paraenses.

(*) – Localizado na Floresta Nacional Tapirapé-Aquiri, no extremo oeste de Marabá (250 km) e a 90 km de Parauapebas no Pará, o Projeto Salobo possui a maior jazida de cobre já descoberta no Brasil. Com investimento estimado de US$ 1,1 bilhão, projeto começa a operar ainda este ano.

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