Não mexa com essa mulher

Publicado em 22 de setembro de 2011

 

Da lavra de Ricardo Kotscho, tratando da viagem de Dilma Roussef por Nova York:

 

 

Desde domingo, quando ela chegou a Nova York, acompanho pelo noticiário os encontros e as andanças de Dilma em sua primeira viagem internacional de grande repercussão.

Mais do que a figura política, impressiona-me a mulher que nunca sonhou em ser presidente da República, nunca tinha disputado uma eleição na vida e, agora, se vê como uma das protagonistas no centro das grandes decisões mundiais.

Posso imaginar quanta coisa passou pela cabeça dela nestas horas que antecederam seu discurso como primeira mulher a fazer a abertura da Assembleia Geral da ONU. Logo ao chegar à cidade, Dilma se viu na capa da revista Newsweek com a chamada “Não mexa com ela”, e até agora tem feito o possível para justificar o texto elogioso da matéria.

A mulher Dilma deixou no Brasil a mãe doente no Hospital das Forças Armadas e uma penca de problemas em várias áreas, sem falar no agravamento da crise econômica mundial que começa a mostrar reflexos no quadro interno, com previsões de subida da inflação e queda no crescimento econômico.

Mesmo assim, ela encontrou tempo e cabeça para ir a restaurantes, museus e lojas, comprar um disco de jazz para ela e roupas para o seu neto de um ano, receber o prêmio Woodrow Wilson de Serviço Público, participar com outros chefes de Estado do lançamento do programa para estimular a transparência política e manter encontros bilaterais com os presidentes dos Estados Unidos e do México.

Ao receber o prêmio, durante um jantar no Hotel Pierre, Dilma resumiu o bom momento que vive como primeira presidente do Brasil:

“Tivemos alta de renda e redução de desigualdade. Vivemos praticamente uma situação de pleno emprego. Tenho muito orgulho do momento que meu país está passando, mas imensa preocupação com o momento pelo qual o mundo passa”.

 

Integridade do texto, aqui.

——————–

Atualização às 11:35

 

Também de Ricardo Kotscho, a visão dele sobre as dificuldades de governar o Brasil.

O jornalista sabe o que diz. Afinal, ele dirigiu a Secretaria de Imprensa da Presidência da Repúlica, durante o primeiro mandato de Lula.