Na vida real

Em Marabá, o assunto está em toda parte: formação do secretariado e as duas derrotas do prefeito Maurino.

A entrega dos mais importantes cargos da estrutura administrativa de arrecadação e controle de convênios (Fazenda e Planejamento) a dois secretários recambiados de Palmas, no Tocantins, é um prato feito. Com direito a sobremesa.

A chiadeira grassa, principalmente entre os “ formiguinhas” de campanha.

Os revezes de Maurino Magalhães, antes de assumir a prefeitura, alongam conversas nos locais mais influentes da cidade: a derrota da candidata preferida do prefeito para a secretaria de Educação e o torniquete aplicado pelo G-7 (grupo de vereadores) nas pretensões do chefe do Executivo eleger seu candidato de confiança à presidência da Câmara Municipal.

Ao apresentar uma lista tríplice para os educadores de Marabá escolherem o secretário de Educação pelo voto direto, Maurino colocou sua esposa e a vereadora evangélica Irismar Sampaio (PR), de sua estrita confiança, cabalando votos a favor da educadora Eude-Léia Ramos, que ficou em último lugar, com apenas 230 votos.

O vencedor foi Ney Calandrini (477 votos) ligado a deputada Bernadete Caten (PT) e em segundo ficou o camaleônico Melquíades Justiniano (438 votos), especialista em sobreviver, nos últimos 20 anos, às diversas mudanças de governos de matizes discrepantes.