Hiroshi Bogéa On line

Na calmaria do Tocantins, a cidade festeja-se

 

Colaboradora Evilângela Lima presta sua homenagem aos 99 anos de Marabá, comemorado neste 5 de abril, enfronhando-se nas águas do rio Tocantins.

O texto é uma declaração de amor à Marabá, e ao seu símbolo maior de beleza: o rio.

Nos traços do marabaense Uendas, talentoso artista plástico, período no qual os desbravadores do Tocantins usavam batelões empurrados a vara para o transporte de pessoas e mercadorias.

A imagem retrata a importância do Tocantins para sua gente.

Leia texto clicando na coluna Colaboradores, ao lado.

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7 Comentários

  1. Evilangela

    4 de abril de 2012 - 22:11 - 22:11
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    João Dias;
    Você é muito poético, sabia?
    Me emocionei com seu belo texto. Espero ter entendido tudo direitinho.
    Cada marabaense possui ao menos uma lembrança dos Rios, histórias que marcam nossas vidas.
    E nada dessa formalidade toda, ok?
    Abraço.

  2. Pedra no caminho

    4 de abril de 2012 - 12:56 - 12:56
    Reply

    Ilustre Profª Evilângela,

    Veja o que nos diz Paulo Freire (educador):

    A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém

    Na beira do rio

    Diferentemente do Paulo Coelho, o meu rio é de águas: de janeiro a março, não de pedras. Às vezes baixa, às vezes sobe e, quando isso acontece, inunda ruas, casas e praças. Isso não tem importância quando se é, apenas criança.

    No meu rio de águas, nem sentei nem chorei: Eu nadei, mergulhei, remei, pesquei, passarinhei. Brincadeiras sem fim que a água embalou e a correnteza levou. Marabá se desenvolveu em função dos seus rios. Pessoas, fotos e fatos nos remetem às belezas e cenários como as mostradas na pintura de Uendas.

    “Viver é muito perigoso”, já nos disse Guimarães Rosa, mas se for pra ver o rio Tocantins ou o Itacaiúnas, se possível for, quero viver mais e mais centenários, como da primeira vez.

    Nesse 5 de abril de 2012, Feliz centenário a todos e a nossa Saudosa, Rica e Populosa Marabá.

    João Dias Aragão
    sds. marabaenses.

  3. Rita Pacheco

    4 de abril de 2012 - 11:33 - 11:33
    Reply

    Concordo João Dias, a imagem do Uendas me faz relembrar a família reunida, na porta da casa da Avenida Antonio Maia, e meus tios indo tomar banho no Rio Tocantins.
    Como contavam histórias que giravam em torno do rio! As serenatas que faziam na Praça de São Felix, e eu criança ficava contemplando todo esse movimento. Admirando a forma de se alegrarem a beira do Rio Tocantins.
    Saudades…

  4. Evilângela

    3 de abril de 2012 - 22:35 - 22:35
    Reply

    João Dias, Fernando Pessoa é um exagero de bom!
    Nosso agradecimento, meu e do Uendas.
    Quem ama Marabá reconhece a importância do rio, a necessidade de cuidar com paixão de nossas belezas.
    Cresci na beira desse rio, minha mãe conta que eu, com 5 anos de idade, ficava sozinha sentada em uma ponte velha olhando o rio, à espera do meu pai que havia ido trabalhar.
    Nunca mais parei de sentar à beira do rio, e espero continuar fazendo isso para sempre…

  5. anonimo

    3 de abril de 2012 - 20:22 - 20:22
    Reply

    Evilángela essa lembrança veio do Rio?

  6. Evilângela

    3 de abril de 2012 - 16:46 - 16:46
    Reply

    Quero deixar aqui registrado meu agradecimento ao talentoso Uendas. Durante anos tem sido um amigo leal, sempre atendendo todos os meus pedidos com uma paciência admirável.
    Uendas sou sua fã!!! Sonho em vê-lo famoso, reconhecido, mesmo sabendo que sua alma é simples e meiga. Só deseja desenhar e contemplar as belezuras do mundo.
    Abraço, grande artista!!!

  7. Anônimo

    3 de abril de 2012 - 16:00 - 16:00
    Reply

    Um rio que ainda não passou

    “Marabá, quase centenária, é muito mais Marabá à beira do rio.”
    (se não fosse a Evilângela, seria Fernando Pessoa)

    Esse tipo de balsa, de propulsão humana, foi meio de transporte comercial nos anos 60 e, por muitas vezes vi contornar o pontal do Itacaiúnas com o Tocantins, para desembar porcos e outros gêneros do comécio. Depois, viravam brinquedos da molecada banhista, eram largadas à deriva empurradas pelo vento e as correntes rio abaixo, ou desmontadas para se aproveitar o buriti de que eram feitas para flutuar. Aproveitava-se, também, para fazer barquinhos, alçapões para pegar passáros, cercar quintais. Era uma festa, não de centenário – de 15 ou 20 anos de idade.

    “Nos traços do marabaense Uendas, talentoso artista plástico,” eu me sinto retratado, pintado, cantandando e vibrando com nossa mãe centenária: MARABÁ.

    Parabéns a todos que fazem parte da história e do processo.

    Tijuca, RJ
    João Dias Aragão
    sds. marabaenses.

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