Hiroshi Bogéa On line

Muita gente pra menos febre

Comentarista Mero Espectador faz importante observação a propósito do post Domando a Febre Alta:

Acho que teve sensacionalismo na matéria do Jornal Nacional sobre a malária na ilha do Marajó.O que ninguém conta é que o prefeito de Anajás é um grande empresário de palmito da região e se elege a custa da doença do desinformado povo de Anajás.É através do desmatamento e das malocas improvisadas que a malária ainda se mantém.
No site da SESPA esses números tem reduzido se comparado ao mesmo período do ano passado. E sobre as embarcações, elas foram construídas com dinheiro do Ministério da Saúde aqui na Cidade Velha e repassadas ao município com o compromisso de que este equipasse as embarcações.E sabe qual era a contra-partida deles? Era um fogão de duas bocas, um mini-freezer, pratos e talheres.
Será que o município não dispõe disso ou foi uso político nisso?Acho que haverá um isolamento natural do gestor de Anajás, Edson Barros, devido esse fato,inclusive com o presidente do CONASEMS do Estado já se mostrando contrário a posição do prefeito de Anajás.

Pegando carona, o blog considera erro grosseiro a reportagem do JN não ter citado a queda do número de casos de malária em relação ao período em que duas matérias do próprio tele-jornal foram gravadas em Anajá. Se tivesse assim procedido, evitaria comentário idêntico ao do Mero Espectador.
O atual governo está conseguindo reduzir a doença em quase todos os municípios do Estado.

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atualização às 10:13:

Para reforçar o post, Juvencio Arruda mete a colher na panela:

Hiro, o Mero está correto. Entre 1966 e 1981 andei bastente pela região. Meu pai tinha uma serraria no município, e pegou malária duas vezes.
A vila onde me escondo nos finais de semana, em Salvaterra, desde 2000, fica exatamente na ponta do cone de alcance da endemia. Mas exatamente mesmo. Prá vc ter uma ideía, 5 km a leste, em Joanes, não há registro endêmico da doença.
E na “minha vila”, há dois anos não há registro de casos. E olhe que anteriormente o número de casos chegava a 10% da população da vila, 600 almas.
Fora esta alma penada que vos escreve.
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2 Comentários

  1. Hiroshi Bogéa

    7 de novembro de 2007 - 13:26 - 13:26
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    Juva, se bem que a ceva do lugar sempre deixava seu organismo semi-protegido. Tenho notícias disso. Nem Falcípara, nem Terçã-Malígna. A febre lhe acometia de forma moderada. Gracias, sempre gracias, a Ela.
    Eh eh

  2. Juvencio de Arruda

    7 de novembro de 2007 - 13:00 - 13:00
    Reply

    Hiro, o Mero está correto.
    Entre 1966 e 1981 andei bastente pela região. Meu pai tinha uma serraria no município, e pegou malária duas vezes.
    A vila onde me escondo nos finais de semana, em Salvaterra, desde 2000, fica exatamente na ponta do cone de alcance da endemia. mas exatamente mesmo. Prá vc ter uma ideía, 5 km a leste, em Joanes, não há registro endêmico da doença.
    E na “minha vila”, há dois anos não há registro de casos.
    E olhe que anteriormente o número de casos chegava a 10% da população da vila, 600 almas.
    Fora esta alma penada que vos escreve…rs
    Abs, Hiro.

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