Hiroshi Bogéa On line

MST e CPT exigem liberação imediata das três fazendas de Daniel Dantas para assentamento

 

 

Advogada Mary Cohen, no mural de seu Face, dá mais detalhes sobre o confronto ocorrido esta manhã na fazenda Santa Bárbara, a 50 Km de Marabá, às margens da BR-155:

 

Militantes acusam os capangas da fazenda de propriedade do banqueiro Daniel Dantas pelo ataque.

Os Sem Terra faziam um ato com mais de 1000 famílias em frente à sede da fazenda contra o desmatamento, o uso intensivo de agrotóxico e grilagem da terras públicas.

Depois do ataque dos capangas, as famílias ocuparam a rodovia.

“Fomos recebido com muitos tiros por parte da escolta armada. Há muitos feridos, inclusive crianças de colo, que foram levados para o hospital de Eldorado do Carajás, a 50 Km do local”, denuncia Charles Trocatte, dirigente do MST.

A fazenda da Agropecuária Santa Bárbara foi ocupada por 240 famílias ligadas ao MST em 2009.

A área é objeto de imbróglio jurídico que envolve o estado, a família Mutran e o grupo Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, imortalizado pela sua esperteza no mundo dos negócios do mercado financeiro e investigação da PF.

A ocupação

Cerca de 240 famílias ligadas ao MST ocuparam em março de 2009 a fazenda Cedro.

A área é objeto de imbróglio jurídico que envolve o estado, a família Mutran e o grupo Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, imortalizado pela sua esperteza no mundo dos negócios do mercado financeiro e investigação da PF.
O antigo castanhal foi transferido através da ferramenta jurídica do aforamento, para ser explorado de forma extrativa pela família Mutran, em particular o pecuarista Benedito.

Ao longo dos anos o castanhal deixou de existir e em seu lugar surgiu o pasto. No Pará o aforamento abrange um período de concessão de 1955 a 1966. A família Mutran foi a principal oligarquia do sudeste do Pará.

É conhecida pela forma truculenta com que costuma tratar os seus adversários e pela prática de mão de obra escrava em áreas que controlou.

Cabaceiras, desapropriação depois de 10 anos de ocupação, Mutamba e Peruano freqüentaram a lista suja do trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) nos anos de 2003 e 2004.

Naquele período, receberam uma multa de maior robustez da história do MPT, de R$ 1,3 milhão.

Abaixo, leia nota oficial sobre o ataque dos pistoleiros:

 

 

Trabalhadores Sem Terra são feridos a bala no Pará

Na manhã desta quinta-feira (21/6), jagunços travestidos de seguranças da fazenda Cedro, de propriedade do banqueiro Daniel Dantas, atiraram contra um grupo de trabalhadores rurais Sem Terra ligados ao MST, no Sudeste do Pará, que realizavam um ato político de denuncia da grilagem de terra pública, de desmatamento ilegal, uso intensivo de venenos na área e violência cotidiana contra trabalhadores rurais.

Até o momento, há confirmação de que 16 trabalhadores foram feridos a bala, sendo que, alguns deles, estão em estado grave. Não há confirmação de mortes. 

Cerca de 300 famílias já estão acampadas nessa fazenda desde o dia 1º de março de 2009. Ao todo, foram seis fazendas do grupo de Dantas ocupadas pelos movimentos sociais no período.

Mesmo a então juíza da Vara Agrária de Marabá tendo negado o pedido de liminar de despejo feito pelo grupo à época, o Tribunal de Justiça do Estado cassou a decisão da juíza de autorizou o despejos de todas as famílias.

Através de mediação da Ouvidoria Agrária Nacional, foi proposto um acordo judicial perante a Vara Agrária de Marabá, através do qual, os movimentos sociais, com apoio do Incra, desocupariam três fazendas (Espírito Santo, Castanhais, Porto Rico) e outras três (Cedro, Itacaiunas e Fortaleza) seriam desapropriadas para o assentamento das famílias.

O grupo Santa Bárbara, que administra as fazendas do banqueiro, concordou com a proposta. Em ato contínuo, os trabalhadores Sem Terra desocuparam as três fazendas, mas, o Grupo Santa Bárbara tem se negado a assinar o acordo.

A formação da Fazenda Cedro e de muitas outras fazendas adquiridas pelo Grupo Santa Bárbara no sul e sudeste do Pará (ao todo, adquiriram mais de 60 fazendas num total de mais de 500 mil hectares) vem de uma trama de ilegalidades históricas envolvendo grilagem, apropriação ilegal de terras públicas, fraude em Títulos de Aforamento, destruição de castanhais, trabalho escravo e prática de muitos outros crimes ambientais. 

História, que até o momento, por falta de coragem política, nem o Incra nem o Iterpa se propuseram a enfrentar. Terras públicas cobertas de floresta de castanheiras se transformaram em pastagem para criação extensiva do gado. 

 

Frente à situação exposta, o MST exige:

 

– A liberação imediata das três fazendas para o assentamento das famílias dos movimentos sociais;

– Uma audiência urgente no Incra de Marabá, com a presença da Sema, do Iterpa, da Casa Civil para encaminhamento do assentamento e apuração dos crimes ocorridos na área.

– Apuração imediata, por parte da polícia do Pará dos crimes, cometidos contra os trabalhadores.

 

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST Pará. 

Comissão Pastoral da Terra – CPT Marabá

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7 Comentários

  1. Arripiado

    26 de junho de 2012 - 00:01 - 0:01
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    O pior sego e o que não quer ver, quem viveu o tempo da ditadura, “devastar para não entregar”, no tempo em que os coronéis invadiam os castanhais a qualquer custo, se fazia politica agraria, com o sangue dos peões e trabalho escravo, depois veio os revolucionários socialista com a pseudo democracia, assumiram o poder e mandaram ver as invasões as terras alheias, agora se aliam e pactuam junto aos antigos e inimigos coronéis, criando os mensalões anarquistas (dinheiro nas cuecas, meias, maletas, etc..), em seguida estoura nos STF da vida, o mais duro golpe populista, o CorruPTismo Moralista, sofrendo do mau de vergonha, quando picado pelo seu próprio veneno, atira bala de borracha e spray de pimenta nos olhos do povo,
    Reforma agraria sim, tem que valer a divisão das terras que tem origem improba!

    Fora MST 10:26, a vergonha maior para o Pais e saber que as leis não são compridas, e que o Federalismo só é aplicado para os trabalhadores , que você batiza de marginais fantasiam de socialistas democratas, e quem rouba os cofres públicos para formar fazenda como essa que esta em questão?? Você diria o que?? Quem sãos??? A população deveria agir em todas as instancia para coibir esse abuso de políticos poderosos, dono do mundo e alastradores de miséria! Ate um dia em que o Judiciário voltar a fazer justiça e impor a Constituição Federal do Brasil!

  2. Olhar Feminino

    25 de junho de 2012 - 14:52 - 14:52
    Reply

    A política agrária é o conjunto de princípios fundamentais e de regras disciplinadoras do desenvolvimento do setor agrícola. Já a política fundiária, por sua vez, difere da política agrícola; sendo um capítulo, uma parte especial desta, tendo em vista, o disciplinamento da posse da terra e de uso adequado (função social da propriedade).
    A política fundiária deve visar e promover o acesso à terra daqueles que saibam produzir, dentro de uma sistemática moderna, especializada e profissionalizada.
    Mas sabemos nós que mesmo o Brasil querendo fazer reforma agrária através das chamadas políticas agrícolas, nunca conseguem de fato alcançar com êxito essas políticas. Pois não basta apenas entregar terras para um monte de pessoas que se dizem sem-terras e que não sabem nem o que é uma “lua cheia”. E o que é pior, sem qualquer mecanizaçãoa grícola.
    Nenhum Estado ou país irá ser totalmente desenvolvido enquanto s eu campesinato estiver na miséria social-econômica.

  3. Luis Sergio Anders Cavalcante

    24 de junho de 2012 - 10:10 - 10:10
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    Ambas as partes têm razão e tem erros não só nessa questão em particular, com da tão propalada reforma agrária. A Faz. Cedro faz parte do Grupo Santa Bárbara do banqueiro Daniel Dantas. O MST tem razão quando denuncia que pelo menos 800 hactares das terras dessa fazenda, são de propriedade do governo federal. A questão está sub judice. O erro está na forma das ações equivocadas : invasão e depredação de benfeitorias. Já o Grupo alega – sem provar – a posse dos 800 ha. Em 24.06.12, Marabá-PA.

  4. Fora MST

    22 de junho de 2012 - 10:26 - 10:26
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    Esses invasores não podem pensar que podem continuar fazendo o que bem entendem. Prendam esses marginais que se fantasiam de socialistas democratas já!

    É uma vergonha para o país essas pessoas promoverem baderna quando bem entendem, enquanto a população vive a merçer de sempre se deparar com essas figuras que autam para gerar tensão na região e com isso obter vantagens do governo e etc…

  5. Anônimo

    22 de junho de 2012 - 09:13 - 9:13
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    olha gordão do Açougue, se tu fosse mais esperto, e parasse de assistir a globo, e procurasse ler um pouco sobre o assunto pra tu entender o porque dos conflitos de terra nesta região(o hiroshi postou bem ai os processos que correm na justiça, pela desapropriação da cedro) ai tu deixaria de ser habilidoso só com facas, e teria mais habilidade em falar menos besteira! o que você acha?

  6. GORDÃO DO AÇOUGE

    22 de junho de 2012 - 08:28 - 8:28
    Reply

    Engraçado…muito engraçado.
    Um dia desses um bandido tentou me assaltar,com minha habilidade com facas consegui de livra do assalto e imobilizar o meliante.No outro dia no jornal estava a manchete”ladrão tenta a ssaltar açouge e quase vira churrasco”.
    Por que será que quem destrói fazendas…invade terras … e promove bagunça não é chamado de bandido?será que a imprensa é tão hipócrita que tem medo de chamar bandido de bandido,por que poderá ser intrepretadad mal?qual é a mãe que na ameaça expoe seu filho ao perigo? caro senhor desculpe os erros de grafia pois,fui alfabetizado no mobral e como filho de agricultor eu sempre trabalhei de sol a sol e me envergonho de ser comparado a esses bandidos que nazem nada alem de bagunça e mamar no bolso do governo.

  7. Victor Hugo Gomes Valente

    21 de junho de 2012 - 19:50 - 19:50
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    Tomara que os integrantes do governo tanto federal quanto estadual, cheguem ao local de carro pra sofrerem um pouquinho nessa estrada da morte.

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