Hiroshi Bogéa On line

MPF quer suspender compra de livros no Pará

 

 

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a suspensão imediata da compra de livros didáticos para a 10ª Unidade Regional de Educação (URE) no Pará, que reúne 12,4 mil alunos em 18 escolas de municípios da região da Transamazônica. A decisão foi tomada depois que o banco de dados com o registro dos títulos escolhidos pelos professores e diretores de escolas foi fraudado, redirecionando o processo de compra para a aquisição de obras não selecionadas pelos educadores.

Assinado pelo procurador da República Bruno Alexandre Gütschow, o documento com as orientações do MPF foi encaminhado nesta segunda-feira, 5 de setembro, ao presidente do FNDE, José Carlos Wanderley Dias de Freitas. Assim que receber a recomendação, o FNDE terá dez dias para apresentar uma resposta, sob o risco de o caso ser levado à Justiça para cancelamento do processo de compra e também para ajuizamento de ações penal e de improbidade por não atendimento a atos de ofício.

Além de exigir a paralisação urgente do processo de compra, Gütschow recomendou ao FNDE que reabra o sistema de cadastramento no Ministério da Educação (MEC) dos livros didáticos escolhidos pelos professores e diretores da escolas públicas dos municípios abrangidos pela 10ª URE (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Vitória do Xingú e Uruará).

A lista das obras selecionadas pelos professores e diretores de escolas foi inserida no sistema de registro de dados do Programa Nacional do Livro Didático em 8 de junho deste ano. Quatro dias depois, em um domingo, as informações foram alteradas por pessoa ainda não identificada. A pedido do MPF, o caso já está sendo investigado pela Polícia Federal.

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2 Comentários

  1. Karla, a Spam

    7 de setembro de 2011 - 22:28 - 22:28
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    Por isso mesmo, Carajás. As Unidades Regionais de Ensino, geridas pelo Pará não são eficazes. São inoperantes. Não deram certo. A 4ª URE em Marabá não serve para nada, não tem poder de resolução para os problemas que os diretores apresentam. Lá na Seduc, o caos está instalado. Há mais de 14 anos que não inauguram uma escola do ensino médio em Marabá. Todas elas funcionam nas instalações do fundamental, geridos pela Prefeitura. Não pagam merendeira, vigias,não fazem o transporte escolar rural. Nem o giz elas trazem, não ajudam na limpeza dos banheiros. O Liberal publicou manchete de capa dizendo que o pior ensino médio da região norte é do Pará.
    Ah! essa Spam, com seus textinhos e pitequinhos. Ela vota no Não.
    Ela sempre fica pasma. Perceberam?

  2. Karla Muaés

    6 de setembro de 2011 - 21:24 - 21:24
    Reply

    Finalmente colocaram a mão neste vespeiro!
    Alguém sabe o preço de um livro didático da alfabetização?
    Está custando em torno de 150 reais! Sim… saõ 150 reais pra criança fazer uns bons rabiscos. Será que nao daria pra baixar esse preço pela metade?
    Outro dia ouvi uma entrevista sobre a edição destes livros e fiquei pasma em saber que dezenas de milhares deles simplesmente acabam sendo encinerados por conterem erros ou simplesmente serem rejeitados pelos professores…. Imagine o quanto nao se economizaria com um planejamento estrategico destas impressões?
    Esse disperdicio com toda certeza vai fazer falta em algum lugar!
    Valha-nos quem?
    Uma boa noite e fiquem em paz!

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