Morte de extrativistas: dois são condenados. O suposto mandante do crime, absolvido

Publicado em 4 de abril de 2013

 

O acusado de mandar matar o casal e extrativistas José Claudio e Maria do Espírito Santo, foi absolvido, agora há pouco, no fórum de Marabá,  após dois dias de julgamento.

Alberto Lopes do Nascimento e  Lindonjonson Silva Rocha, foram condenados. O primeiro, autor dos disparos. O outro,  ajudante na emboscada e rota de fuga do atirador.

Alberto foi considerado culpado de duplo homicídio e sentenciado a 45 anos de prisão em regime fechado.

Lindonjonson , condenado a 42 anos e 8 meses de prisão.

A sentença foi divulgada às 18h40 desta quinta-feira, após os jurados deliberarem por cerca de três horas em uma sala secreta do fórum de Marabá, onde acontece o julgamento desde quarta-feira (3).

O crime aconteceu em maio de 2011. Segundo a promotoria, José Rodrigues teria arquitetato o assassinato do casal para poder tomar posse de um lote comprado irregularmente no assentamento Praialta-Piranheira em Nova Ipixuna. Lindonjonson e Alberto teriam sido os executores do casal, que era contra a negociação de José Rodrigues.

A defesa dos réus sustentou durante os dois dias de julgamento que houve falhas no processo. Os três acusados estavam presos preventivamente após uma decisão do Tribunal de Justiça do Pará publicada em dezembro de 2011.

Entenda o caso
O julgamento dos réus acusados de terem participado da morte do casal de extrativistas durou dois dias. Na quarta-feira (3) foram ouvidas 16 testemunhas. Durante a manhã desta quinta, ocorreram os debates entre acusação e promotoria, que tiveram 2h30 para expor seus pontos de vista. Após intervalo de meia hora para o almoço às 14h30, os jurados se reuniram na sala secreta para discutir o destino dos réus, de onde só saíram por volta de 18h35 após três horas de reunião

José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram mortos no dia 24 de maio de 2011. Eles estavam em uma moto na zona rural de Nova Ipixuna quando foram abordados pelos assassinos, que atingiram o casal com disparos de uma cartucheira após eles passarem por uma ponte. José Cláudio teve uma das orelhas cortadas quando ainda estava vivo.

Os peritos localizaram uma máscara de mergulho na cena do crime, que teria sido usada pelos assassinos, sendo que na casa do acusado José Rodrigues foi encontrado equipamento de mergulho.

Segundo o juiz Murilo Lemos Simão, a investigação descartou a participação de fazendeiros e madeireiros no crime. As vítimas teriam recebido ameaças de José Rodrigues por conta da ocupação da área. O pronunciamento do juiz, publicado em 5 de março de 2013, aponta que o José Rodrigues teria comprado dois lotes em Nova Ipixuna, sendo que um deles era ocupado por pessoas apoiadas pelas vítimas – isto teria motivado o acusado a planejar o assassinato do casal.

mandante do crime, foi absolvido

 

O agricultor José Rodrigues Moreira, acusado de planejar e financiar o assassinato do casal de extrativistas José Claudio e Maria do Espírito Santo, foi absolvido na noite desta quinta-feira (4), após dois dias de julgamento no Fórum de Marabá. Os outros dois acusados de envolvimento no crime foram condenados pela participação na morte do casal: Alberto Lopes do Nascimento foi considerado culpado de duplo homicídio e sentenciado a 45 anos de prisão em regime fechado. Os jurados também entenderam que Lindonjonson Silva Rocha participou da emboscada que impossibilitou a defesa do casal, e ele foi condenado a 42 anos e 8 meses de prisão.

A sentença foi divulgada às 18h40 desta quinta-feira, após os jurados deliberarem por cerca de três horas em uma sala secreta do fórum de Marabá, onde acontece o julgamento desde quarta-feira (3).

O crime aconteceu em maio de 2011. Segundo a promotoria, José Rodrigues teria arquitetato o assassinato do casal para poder tomar posse de um lote comprado irregularmente no assentamento Praialta-Piranheira em Nova Ipixuna. Lindonjonson e Alberto teriam sido os executores do casal, que era contra a negociação de José Rodrigues.

A defesa dos réus sustentou durante os dois dias de julgamento que houve falhas no processo. Os três acusados estavam presos preventivamente após uma decisão do Tribunal de Justiça do Pará publicada em dezembro de 2011.

Entenda o caso
O julgamento dos réus acusados de terem participado da morte do casal de extrativistas durou dois dias. Na quarta-feira (3) foram ouvidas 16 testemunhas. Durante a manhã desta quinta, ocorreram os debates entre acusação e promotoria, que tiveram 2h30 para expor seus pontos de vista. Após intervalo de meia hora para o almoço às 14h30, os jurados se reuniram na sala secreta para discutir o destino dos réus, de onde só saíram por volta de 18h35 após três horas de reunião

José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram mortos no dia 24 de maio de 2011. Eles estavam em uma moto na zona rural de Nova Ipixuna quando foram abordados pelos assassinos, que atingiram o casal com disparos de uma cartucheira após eles passarem por uma ponte. José Cláudio teve uma das orelhas cortadas quando ainda estava vivo.

Os peritos localizaram uma máscara de mergulho na cena do crime, que teria sido usada pelos assassinos, sendo que na casa do acusado José Rodrigues foi encontrado equipamento de mergulho.

Segundo o juiz Murilo Lemos Simão, a investigação descartou a participação de fazendeiros e madeireiros no crime. As vítimas teriam recebido ameaças de José Rodrigues por conta da ocupação da área. O pronunciamento do juiz, publicado em 5 de março de 2013, aponta que o José Rodrigues teria comprado dois lotes em Nova Ipixuna, sendo que um deles era ocupado por pessoas apoiadas pelas vítimas – isto teria motivado o acusado a planejar o assassinato do casal.

 

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Atualização às 20:08

 

Durou cerca de 30 minutos a interdição da rodovia Transamazônica, em frente ao fórum de Marabá, consequência da  decisão do Tribunal do Júri que inocentou o pecuarista José Rodrigues Moreira, apontado como provável mandante da morte do casal de extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo.

Ativistas de movimentos sociais depositaram inconformismo, diante da decisão, apedrejando janelas e quebrando vidraças do prédio, estendendo a ira até a rodovia, imediatamente interditada.

Por cerca de 30 minutos, o trânsito virou um pandemônio.

Manifestantes liberaram as duas pistas, minutos depois, mas prometem ampliar protestos contra a decisão dos jurados.

O promotor Danilo Pompeu Colares  garantiu aos manifestantes que irá apelar para a realização de  novo julgamento do pecuarista.