Mauro defende mais do que o pólo metal mecânico

Publicado em 24 de dezembro de 2011

 

 

Entusiasmado com o sucesso do 1º Simpósio do Pólo Metal Mecânico de Marabá, o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Mauro de Souza – também presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção do Sul do Pará (Acomac) -, entende que a sociedade regional e seus governos devem pensar em ir além da implantação do pólo metal mecânico no DI do município.

Avaliando como “maravilhosa” a superação das expectativas do número qualificado de participantes do 1º Simpomec, Mauro destaca a presença de empreendedores e empresários de estados como Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo – capital; interior de São Paulo ( São José do Rio Preto), “além de empresários aqui mesmo de Belém, bem como alunos das universidades de Marabá e Tucurí.

Este fato o surpreendeu. “O sucesso do simpósio foi tão grande que já estamos pensando, a diretoria da ACIM, tendo o Ítalo Ipojucan como nosso presidente, a cada dois anos, realizarmos evento similar, para se discutir não apenas a metalurgia, mas a implantação de um pólo que vá além do metal mecânico, bem mais amplo, no Distrito Industrial de Marabá”, explica.

Bem da verdade, o vice-presidente da ACIM tem defendido a ideia junto aos demais diretores da entidade. “Converso muito sobre isso como Ítalo e Gilberto Leite, da necessidade de estimularmos a participação de órgãos estaduais e municipais”, para atrair empresas destinadas a formar o pólo industrial, “que agregado ao metal mecânico, transformaria essa região numa pujante área de geração de riquezas”.

Tornando mais didática a explicação, Mauro lembra da “ distancia de Marabá, e do Pará, em maior extensão, dos grandes centros industriais, provocando o encarecimento do produto até chegar aqui para o consumidor final – basicamente em função do transporte, já que o modal utilizado é todo rodoviário”.

Na visão de Souza, “Marabá pode abrir espaço perfeitamente para trabalharmos a implantação aqui no DI de industriais de caixas d´água, tubos e conexões; cabos e fios. Precisamos pensar nisso. Podemos ter as universidades regionais como nossas aliadas oferecendo seus conhecimentos, no desenvolvimento de matérias primas para o surgimento de industrias de cerâmicas, além de outros produtos.

Mauro lembra ainda que “o mercado de ferro, a siderurgia, é regido pelos ventos da conjuntura internacional que quando entra em crise, nos sentimos também abalados pelos seus efeitos. Não sofre muito o setor de aços longos para a construção civil, mas os aços especiais para fabricação de tubulares, móveis e linha branca – sempre é afetado”.

Então, Marabá, para não ficar na dependência exclusiva de um pólo metal mecânico, defende o empresário, “precisamos pensar na diversificação desse setor produtivo da região, trabalhando junto ao governo do Estado a questão de incentivos fiscais voltados ao pólo industrial, no momento em que estivermos implantado o Distrito Industrial , para atrair empresas desse ramo, além do pólo metal mecânico pelo qual o nosso presidente Ítalo Ipojucan, e o Gilberto Leite, tanto tem lutado”, encerra o dirigente.