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Massacre de Eldorado: Justiça expede mandados de prisão contra Coronel Pantoja e Major Oliveira

 

 

O que já se esperava desde o último final de semana, concretizou-se nesta segunda-feira, 7:  o Tribunal de Justiça do Pará expediu sete mandados de prisão contra os responsáveis pelo Massacre de Eldorado do Carajás.

Coronel Mario Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira, responsabilizados na Justiça por comandarem a ação da Polícia Militar que causou a morte de 21 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996, deverão ser presos a qualquer momento.

Pantoja foi condenado a 228 anos de prisão e o major Oliveira a 158 anos e quatro meses em regime fechado.

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13 Comentários

  1. anônimo

    9 de maio de 2012 - 19:32 - 19:32
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    Refletindo o que o anônimo das 14:29 reitera, é de se perguntar: E se cada parcela dos grupos sociais que povoam o nosso Brasil, entendessem resolver seus conflitos e interesses, adotando as práticas e a organização dos sem terra?

    Desconhece, ou faz vista grossa, quando tenta defender que a posse da terra, nessa região, pertencem aos sem terra, que são os legítimos proprietários -, tudo porque, é preciso que haja reforma agrária, são terras griladas ou eram concessões de castanhal que posteriormente foram ocupadas.

    Se as terras eram ou não concessões, o certo é que, os posseiros ou concessionários aí chegaram na época do extrativismo do caucho, da castanha, do garimpo de diamantes.

    A posse, segundo a sua natureza jurídica, resulta do vínculo da ação de qualquer pessoa, física ou jurídica, sobre a coisa, com a nítida intenção que ela passe a integrar o seu patrimônio, e assim passando a gerar direitos.

    Três são as correntes sobre a natureza jurídica da posse: a que a considera como fato; a outra subjetivista, tida de um fato e um direito simultaneamente e uma terceira, objetivista, considerando a posse como direito, as duas últimas primaziam a ordem jurídica como requisito legal para garantir a tutela jurisdicional.

    Por fim, nada justifica os fatos ocorridos na região do conflito, tendo em conta que, todo e qualquer conflito social deve ser resolvido pelo Estado.

  2. Anônimo

    9 de maio de 2012 - 17:14 - 17:14
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    Não precisa ser muito inteligente pra saber que esse movimento social aí denominado Sem Terra não é um movimento social, é uma máquina muita bem trabalhada com interesses outros. Reforma agrária SIM, mas da forma correta. A questão não é fechar a pista, reivindicar ou outra coisa. A questão é fechar pista armados com facas e facões. Da pra acreditar que isso é uma manifestação pacifica? Ah vá. Essa condenação é perfumaria, é a tal resposta para a sociedade, para a imprensa, para a imprensa internacional… Da mesma forma que você afirma que eles foram executados (coisa que não duvido), muita gente que estava lá diz que o primeiro tiro (sim, tiro de arma de fogo) foi dado por um sem terra. Agora não precisa ser muito inteligente para saber que cada um tem sua opinião.

  3. Anônimo

    9 de maio de 2012 - 17:09 - 17:09
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    Ignorante e alienado é uma pessoa que não aceita o contraditório.

  4. Anônimo

    9 de maio de 2012 - 14:29 - 14:29
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    continuo reiterando para os que dizem que não houve massacre e sim confronto! primeiro quero chamar a atenção para aqueles desinformados que não tiveram acesso aos autos do processo judicial, e justificam os atos apenas por imagens!

    o inquerito instaurado pela própria justiça conclui que: os coroneis responsaveis pela operação e policiais foram condenados, não simplesmente porque “extrapolaram” e agiram pra “se defender”, estes foram condenados por que os laudos e necropcias feito nos corpos dos sem terra comprovaram que dos 19 sem terras assassinados, pelo menos 10 foram executados depois que já estavam imobilizados!, ou seja, 10 sem terras foram massacrados, executados!

    e agora vocês vem me falar em “direito de ir e vir” dizer que os policiais foram atacados primeiros e se viram obrigados a se defender? ah! faça-me um favor! quer dizer que se um grupo qualquer resolve fazer um protesto, fechando a rodovia! isso dá direito a policia de prender o(os) sujeito e executar-lhe com tiros na nuca? isso é tentar justificar o injustificavél!

    depois de tudo isso cabe a reflexão: até quando a gente vai deixar de ser reacionário a ponto de justificar a execução de pessoas inocentes usando como premissas “o direito de ir vir” ,dizendo “que foi um confronto e os PM’s agiram em legitima defesa” ?
    até quando a gente vai deixar de ser ignorante,alienado a ponto de achar que um problema social, tem que ser resolvido com violência, com policia espancando os sem-terras por que “são vagabundos”?

    não precisa ser inteligente pra saber que, que um problema social como o dos sem terra, se resolve com a reforma agrária, e não com massacres!

    não precisa ser inteligente pra saber que a maioria das posses de terras nesta região são grilos. isto porque eram areas de concessão de castahal que posteriormente foram ocupadas irregularmente e registradas em cartório!

    é por isso que em 2009 saiu uma reportagem na folha de são paulo, de um levantamento feito pelo iterpa, que conclui que a extensão do para e três vezes maior nos cartórios! então está claro que nem sempre que se tem terras registradas em cartório não significa que esta não foi grilada!
    este tipo de imoralidade ninguém discute!

  5. ANONIMO

    9 de maio de 2012 - 08:44 - 8:44
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    Depois de todos esses comentários,cabe a reflexão: até quando os tais “sem terra” vão continuar promovendo baderna;atrapalhando a vida de que quer trabalhar,desrespespeitando a constituição federal; não produzem nada,os assentamentos,quase todos,antro de prostituição,alcoolismo ,tráfico e uso de drogas. Se não bastasse,agora,deram para brigar entre eles mesmo. Até quando ?? Ad eternum ??

  6. Piriquito Leva Fama da silva

    8 de maio de 2012 - 19:07 - 19:07
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    As imagens mostram o aparato e, evidenciam a organização dos sem terra para o enfrentamento, expondo tudo e a todos, em cenas só antes vista na época do cangaço de lampião. No caso foi em El Dorado dos Carajás, poderia ser em qualquer lugar, sob qualquer comando militar, que é regido pela hierarquia e disciplina.

    Questões são indagadas pela sociedade: Quem estava impedindo o direito de ir e vir das pessoas? A quem cabe o dever de restabelecer a Ordem? O Comandante da PM, subordinado a um comando superior, no estrito cumprimento do dever legal, deixaria de cumprir a missão que lhe foi determinada? Por último, você já perdeu algum parente militar, morto covardemente em emboscada na suposta luta pela posse da terra?

    Lamento o ocorrido pelas mortes mas, atribuir ao Cel PM pantoja e seus subordinados, toda a parcela de culpa e condená-los a todos esses anos prisão não é justo.

  7. Anônimo

    8 de maio de 2012 - 15:39 - 15:39
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    Massacre é título de artigo de jornalista, só isso. Os sem terra são agressivos, todo mundo sabe disso. Quem vai fazer manifestação portando foices, facões e armas de fogo??? E o massacre que eles fazem nas fazendas aqui da região destruindo tudo, mantendo em cárcere privado funcionários? Coitado desses policiais que serviram de bode expiatório.

  8. anonimo

    8 de maio de 2012 - 14:56 - 14:56
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    Anomimo das 11;41 para seu governo não sou e não tenho parentes na policia.Na verdade sou vitima pois naquele dia eu estava retido no bloqueio feito na estrada vindo para Maraba depois de percorrer 2700 km.
    Falo não somente baseado no filme que e claro mas tambem como testemunha ocular da violencia praticada pelos sem terra contra a policia militar que tentava dissuadi-los a abrir a estrada.Infelizmente as autoridades do Para representada pelo governador foi omisso e covarde na defesa dos policiais que se viram jogados as garras da esquerda que disso se valeu como bandeira nos palanques.Complementando naquela tropa estavam inumeros colegas nossos aqui da cidade,pessoas de boa indole que foram obrigados a atirar para não morrer,Procure conversar com eles pois embora lamentando o ocorrido não sentem vergonha de terem se defendido.

  9. ANONIMO

    8 de maio de 2012 - 14:26 - 14:26
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    Todos querem opinar de maneira que se convencionou chamar de “politicamente correto” mas os fatos foram bem claros,e a filmagem mostra,houve um confronto,e naturalmente ,a PM-Pá não tinha como evitar a reação. Se os que incontitucionalmente,obstruiam a rodovia,quisessem evitar mortes, eles ,e somente eles,poderiam tê-lo feito; liberando o trecho de rodovia. Ao contrário ,avançaram(a filmagem é clara)sobre a tropa e tiveram a devida resposta.Não houve realmente nenhum massacre,quem viveu o momento sabe disso. Falar,qualquer um que tem boca,fala o que bem entende.

  10. Anônimo

    8 de maio de 2012 - 11:41 - 11:41
    Reply

    não houve massacre pra ti anonimo das 8:48, que pela tua fala deve ser policial, e é acostumado fazer isso e dizer que agiu por ordens ou legitima defesa! segundo o proprio inquerito da justiça do Pará, dos 19 trabalhadores mortos, pelo menos 10 foram mortos depois de imobilizados o que caracteriza execução! eu não sei em que mundo tu vive quando tenta justificar o massacre de trabalhadores, pai de familia como você, e da sua mesma classe!

  11. anonimo

    8 de maio de 2012 - 11:22 - 11:22
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    A Policia Militar atirou em defesa propria,caso não fizessem teriam sido massacrados. A verdade dos fatos esta claramente no filme em que se ve os ditos sem terra avançar contra a tropa com facões,foices e terçados.

  12. ANONIMO

    8 de maio de 2012 - 08:48 - 8:48
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    Não houve massacre nenhum em 1996,próximo à Eldorado de Carajás,houve sim um confronto entre a PM do Pá e um bando de desocupados,que obstruiam a estrada ,impedindo que pessoas (que pagam impostos e geram riqueza ao pais) exercessem o direito constitucional de ir e vir. Foi isso que aconteceu. Ou não ?

  13. Luis Sergio Anders Cavalcante

    7 de maio de 2012 - 16:51 - 16:51
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    Acho que se faz justiça parcial , pois, deixa-se de fora culpado dos principais, o mandante da desocupação da via, o então governador Almir Gabriel, além de policiais hierárquicamente abaixo dos citados, que tambem vitimaram sem-terras. Em 07.05.12, Marabá-PA.

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