“Marina não deixa nada, por onde passa, senão destruição, decepções e rancores”

Publicado em 30 de outubro de 2014

Marina

 Por onde ela passa, não nasce grama

* Fernando Brito (Jornalista)

Leio no Estadão que Marina Silva já se prepara para deixar o PSB e retornar à formação de sua Rede.

O PSB, por sua vez, prepara-se para se fundir ao PPS de Roberto Freire, pernambucano corrido pelos eleitores para São Paulo, onde a Prefeitura paulistana, com José Serra, o acolheu nos conselhos da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e da SPTurismo e o ajudou a voltar à Câmara, para onde agora não se reelegeu.

Marina sai deixando um partido em frangalhos, fadado a se unir ao PPS como sublegenda tucana, o que já é em São Paulo e no Paraná.

Volta para sua Rede, onde os “sonháticos” tiveram pesadelos com Aécio e na qual, agora, vai desfilar como atração pelas mãos da herdeira do Itaú e do tucano Walter Feldman, como o ser exótico e domesticado, sempre pronto a ser lançado contra a esquerda, embora sem o charme que tinha.

Precisa, claro, de uma “reciclagem” em sua “cara de povo” e dela fazem parte os cabelos soltos e rebeldes, que agora brotam de uma cabeça aprisionada pelo ódio e já nada rebelde ao sistema.

Marina não deixa nada, por onde passa, senão destruição, decepções e rancores.

É uma pena porque, já disse outra vez, teve uma trajetória de lutas e de superação, vinda da pobreza.

Mas destruiu, como um mata-pau, todos aqueles que lhes serviram de apoio.

Marina Silva, que se diz a mulher da sustentabilidade e da preservação, semeia apenas a devastação,  quando se trata de convívio.

Duas vezes o povo brasileiro foi-lhe generoso e generosos foram os que acharam que ela poderia vir a ser, de fato, uma nova forma de fazer política.

Ao atirar-se à campanha de Aécio, com o mesmo ódio no olhar, Marina perdeu o que tinha diante dos olhos de milhões de brasileiros que um dia imaginaram que ela fosse o caminho do novo.

O povo brasileiro não a odeia e engana-se quem pensar assim.

O povão apenas a despreza, como desprezou seu apelo para votar nos inimigos deste povo, domingo passado.

A antiga “fada da floresta” só deixa atrás de seus passos a terra arrasada.