Hiroshi Bogéa On line

Marco legal

Os limites impostos pelo marco legal amazônico são o maior desafio de ordem gerencial a ser enfrentado pelos técnicos do governo Ana Julia como base de partida para a aplicação de uma política de desenvolvimento sustentável regida pela Lei de Gestão de Florestas Públicas. Observação foi feita pelo secretário de Indústria e Comércio do Estado do Tocantins, Eudoro Pedroza, durante encontro realizado em Araguatins, quinta-feira, 19, com os empresários do Sul do Pará e do Sul do Maranhão que desejam ampliar seus negócios para o Tocantins, atraídos pela logística favorável do Estado.

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2 Comentários

  1. Parsifal Pontes

    22 de abril de 2007 - 22:43 - 22:43
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    Olá Hiroshi,

    O Dr. Pedroza assenta a sua tese em uma falácia.
    A Lei de Florestas Públicas não é um marco legal com vigência exclusiva no Pará: tem juridicidade em todo o Brasil e, enquanto o discurso de secessão do Sr. Pedroza não for somente um descuido verbal, o Tocantins está no Brasil, sujeito à respectiva legislação, ou seja, o que a lei exige aqui exige lá.

    Pelo mesmo motivo, submete-se o Tocantins à agenda ambiental à qual o Pará está sujeito.

    O Tocantins não deve querer recepcionar empreendimentos oferecendo facilidades ilegais ou contornos a uma agenda de sustentabilidade. O Pará tem feito exatamente isto nas últimas décadas e agora quer mudar este comportamento, constatado o passivo a ser mitigado.

    Postas estas considerações, devemos ouvir a fala do Sr. Pedroza apenas como um inadvertido falar o que a audiência desejaria ouvir.

    Caso o Distrito Industrial de Marabá resolvesse mudar toda a sua planta para o Tocantins, e continuasse a operar com os mesmos equívocos que tem operado no Pará, desprezando o conceito de sustentabilidade, o Tocantins, nas duas décadas que espera o Sr. Pedroza agregar valor ao PIB tocantinense, constataria que o passivo gerado seria maior que o PIB agregado e correria para providenciar as mesmas medidas que o Pará ora quer tomar e é mal interpretado pelos ideólogos do desenvolvimento a qualquer preço.

    Pode ser, também, que tenha em mente o Sr. Pedroza, com este canto de sereia, levar para o seu território somente a parte limpa dos empreendimentos, e continuar deixando no Pará as carvoarias ilegais, o avanço sobre a floresta, o trabalho escravo e o aviltamento utilitarista da mão de obra que tem gerado a riqueza de poucos e a manutenção da miséria de muitos.

    Quanto à logística de que falou o Sr. Pedroza, embora o afogadilho do texto que ora produzo não me deixe procurar na memória o que o Tocantins teria a oferecer que o Pará não tenha geopoliticamente melhor para as atividades em tela, não vejo coisa alguma a relatar.

    A não ser, é claro, que seja de vera a fala do Sr. Pedroza, quando ela quer ressuscitar no Tocantins, a doutrina darwinista do laissez-faire, pois, na base do vale tudo, não há logística outra que possa competir.

    Ao cabo, o que precisam os empreendedores do ramo em tela, que têm os seus méritos, é mudar de mentalidade é corrigir os seus erros, e não mudar de território.

    O Pará é a melhor das terras, a natureza paraense a melhor das mães: só precisam estes senhores tratar isto tudo como bons filhos. Aí, sempre terá leite para todos, por muito tempo.

    Um abraço.

    Parsifal Pontes

  2. Juvencio de Arruda

    22 de abril de 2007 - 21:32 - 21:32
    Reply

    Hiroshi, quais seriam as diferenças entre os marcos legais do Tocantins e do Pará?
    E que vantagens logísticas tem o Tocantins em relação ao Pará?
    Abs, e boa semana.

    Qdo vens por aqui?

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