Marabá tem cinco áreas de alto risco à dengue

Publicado em 23 de janeiro de 2013

 

 

 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), concluiu o Levantamento do Índice Rápido do Aedes Aegypty (LIRA) em Marabá. O mapeamento da cidade aponta cinco áreas de alto risco e seis de médio risco para dengue neste começo de ano. A maioria das localidades apresenta baixo risco para a doença. O Lira tem como objetivo detectar os locais que necessitam de ações imediatas de combate ao mosquito, evitando que a população contraia dengue.

Segundo metodologia do Ministério da Saúde, é considerado de alto risco aquele bairro ou quarteirão que apresenta índice de infestação a partir de 3% dos imóveis. Nesta situação estão São Félix Pioneiro, Folhas 10, 16 e 35 e Morada Nova. Médio risco, quando o índice registra ocorrência entre 1% e 2,99%, estão São Félix I, II e III, Km 7, bairros Laranjeiras e Belo Horizonte.

Este ano, de acordo com informações da Vigilância Epidemiológica, foram notificados somente quatro casos de dengue em Marabá. Todos ainda sem confirmação. A baixa ocorrência da doença pode estar relacionada ao retardamento do período de chuvas. Os mutirões de limpeza realizados agora pela prefeitura, retirando das ruas a enorme quantidade de detrito acumulada pela coleta deficiente de lixo realizada na gestão passada, também estão ajudando a reduzir a proliferação do mosquito, porque retira objetos que podem servir de criatório ao mosquito.

A população também tem papel fundamental no controle da doença, já que boa parte dos focos de mosquitos concentra-se nas residências. A orientação é manter sempre os quintais limpos, colocar garrafas ou objetos que possam acumular água, virados de boca para baixo, e ter cuidado com vasos de plantas e reservatórios de água. Ou seja, esses recipientes devem ser limpos periodicamente.

Duas equipes de agentes de endemias  iniciaram a execução de profilaxia da dengue. Uma no bairro Belo Horizonte, núcleo Cidade Nova; e outra nas Folhas 31 e 32, Nova Marabá. O trabalho iniciou por esses bairros a pedido dos moradores, mas que se estenderá a toda à cidade, especialmente naqueles locais de maior infestação do mosquito Aedes.