Marabá na relação das cidades que farão manifestação contra Bolsonaro

Publicado em 1 de julho de 2021

Na manhã de 03 de julho, sábado, haverá mais uma manifestação em Marabá convocada por entidades da Campanha “Fora Bolsonaroso”. A passeata  deste final de semana está sendo organizada grupos sindicais, movimentos e instituições de luta.

Um dos coordenadores do movimento em Marabá, Jorge Luis Ribeiro, professor da Unifesspa e que também faz parte da Coordenação do SindUnifesspa – Sindicato dos Docentes da Unifesspa, reforça o ato como mais um um dia de resistência, de grandes mobilizações em todo território nacional.

Segundo Jorge Luis, a concentração se dará a partir das 8:00, na Praça “Paulo Marabá”, na entrada da Velha Marabá, segue a pé sentido Av. Antonio Maia, fazendo o retorno no Zinho Oliveira, passando pela Rua 7 de junho, pela feira, retornando ao mesmo local após caminhar todo o núcleo comercial e central da Velha Marabá, finalizando a caminhada e iniciando o ato de fala e manifestações dos movimentos presentes.

Jorge informa que, após reuniões dos grupos, movimentos e instituições, a maioria decidiu sobre a importância de se variar as formas de manifestações, tornando-as mais inclusivas, em que pessoas que não tenham carros ou bicicletas possam também participar do ato.

Como já foi realizado no dia 19 de junho uma carreata, decidiram então que a próxima manifestação se dará em forma de passeata.

Ele também explica a importância de se dar visibilidade ao mercado central da Velha Marabá, devido à grande concentração de pessoas, por ser início de mês – ambiente ideal para desenvolver a comunidade no  recado proposto.

A passeata será reforçada com exibição de faixas, bandeiras, adesivos e distribuição de máscaras à população.

Mesmo sendo uma passeata, Jorge afirma que também serão permitidos carros seguindo os manifestantes. “Algumas pessoas, devido anda não terem sido vacinadas, não se sentem seguras aceitando participar a pé do ato”, diz.

Reivindicações dos movimentos

Os grupos pertencentes aos movimentos já realizados e que ainda virão, possuem reivindicações bem claras e definidas, as quais são defendidas com afinco. Essas reivindicações tem como objetivo e finalidades defenderem bandeiras tais como vacinas para todos, Auxílio Emergencial de R$ 600,00, empregos, entre outros.

Outro ponto pacífico de luta defendido nas manifestações refere-se à luta contra a corrupção que estourou, resultando na morte de mais de 500 mil, devido ao desvio de dinheiro de pessoas por parte do governo, com a desculpa de comprar vacina, pedidos de propinas, sendo essas informações escancaradas pelas CPI, a respeito do governo Bolsonaro.

Nosso grito é contra a corrupção dentro do governo Bolsonaro”, revela Jorge Luis.

Jorge adianta ainda que “a luta também se baseia em manifestar contra os altos preços, contra o custo de vista elevado, contra o preço do gás, o alto preço dos alimentos, da carne, da energia elétrica, contra o empobrecimento, o aumento da miséria, contra o desemprego, a carestia, a corrupção, a necropolítica, o genocídio contra os povos indígenas, contra os brasileiros, contra os povos do campo, essas são também bandeiras de luta do nosso movimento”, frisou.

 

“Povo na rua”

A organização do ato provém de um coletivo chamado “Povo na rua”, inspirada em participação nacional.

O  “Povo na rua” congrega diversos movimentos, diversos segmentos, movimentos sociais, centrais sindicais, sindicatos,  entre outras camadas representativas.

Em Marabá, estão à frente os sindicatos, SIndUnifesspa, Sintepp, Sindicato dos Urbanitários, Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicato dos Bancários, MAB, MST, CPT, Levante Popular da Juventude, lideranças partidárias de oposição, Juventude, Mulheres, LGBTQI+.

Protocolos de segurança

Jorge Luis deixa bem claro que a passeata será realizada com todos os protocolos de segurança, com álcool em geral e máscaras que serão fornecidos na hora, além da orientação para levarem de casa, não esquecendo também que prevalecerá durante o ato, o distanciamento social por conta do Coronavirus.

Ao finalizar, Jorge Luis destacou que a repercussão do dia 19 foi muito boa. Nas duas reuniões subseqüentes ao ato, avaliaram que houve uma maior participação do que a manifestação realizada no dia 29 de maio e o desejo é que a próxima, do dia 03 de julho, seja tão boa quanto às que antecederam.

 

Texto de Conceição Barbosa, da Rádio KlickNews