Hiroshi Bogéa On line

Marabá, lá embaixo

Em 1931, o prefeito de Marabá era Ascendino Monteiro Nunes, que não seguiu a orientação dos visitantes quanto as dimensões da pista. Resultado: quatro anos após a exploração terrestre, o major-aviador Lysias Rodrigues espantou-se ao se aproximar da pista de Marabá, vindo de outras cidades onde também inaugurara seus aeroportos, pilotando um pequeno avião Waco C.S.O., “pela possibilidade de curta aterragem, solidez e raio de ação razoável, embora a velocidade de cruzeiro fosse de 160 quilômetros por hora”, conta o piloto em seu livro Roteiro do Tocantins:

“O aeroporto de Marabá é na margem esquerda do rio Itacaiunas (continua no mesmo lugar), afluente do Tocantins, próximo à cidade. Quando sobrevoamos o campo nosso coração sofreu um baque; o campo pronto era pequeníssimo, cercado de árvores gigantescas, e tínhamos que fazer ali nosso reabastecimento de qualquer maneira. Fizemos várias tentativas para aterrar e retomávamos o vôo. Voltar era impossível, a gasolina não dava.
Por fim, resolvemos glissar entre duas gigantescas castanheiras, e chegar ao solo planando, para poder caber no apertado campo. Conseguimos aterrar bem, apenas com um choque um pouco maior que uma aterragem normal. Que alivio!”
– conta Lysias em seu livro, que Virginia reproduz no ensaio.

Exatamente no dia 17 de novembro de 1935, essa rota era aberta por esse destemido aviador.

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