Hiroshi Bogéa On line

Marabá engrossa o caldo da pobreza

 

A propalada condição de Marabá ser um dos municípios paraenses mais evoluídos economicamente existe apenas na boca das pessoas. A realidade é extremamente diferente.

Dos dez municípios do Estado com maiores proporções de populações na classe ABC, Marabá está fora do mapa.

O município é inferior a Novo Progresso, que aparece em segundo lugar, abaixo apenas de Belém, a capital, que tem 60% de sua gente inclusa na classe ABC.

Os outros municípios paraenses com melhor poder aquisitivo são Parauapebas, Ananindeua, Redenção, Canaã, Tucumã, Rio Maria, Tucuruí e Xinguara.

Marabá, bem da verdade, tem uma elite reduzidíssima com bom padrão. O restante é miserê de primeira grandeza cercando a cidadela por todos os lados.

E que ninguém venha desqualificar  os números divulgados pela Fundação Getúlio Vargas.

A crueldade da estatística  é incontestável.

Leia aqui.

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3 Comentários

  1. Thomas Hobes

    28 de junho de 2011 - 18:17 - 18:17
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    Não há o que discutir, o “Homem é o lobo do Homem”. Quanto mais tem, mais ele come.

  2. Rafael

    28 de junho de 2011 - 13:17 - 13:17
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    O destaque dos municípios mais pobres está na ilha do Marajó e nordeste paraense. E os “menos pobres”, no sul e sudeste.
    Ou estou enganado?
    Se não estou, cabe uma pergunta: Como ficaria o novo Pará com a divisão do Oeste e Sul/Sudeste?
    Boa pergunta para as elites paraenses.

    Parece que o maior problema do “Grão Pará” não está nas regiões distantes de Belém. Mas na forma como é governado seu entorno.

    Um mau exemplo (para aqueles que lutam contra as divisões), infelizmente .

  3. Ulisses Silva Maia

    28 de junho de 2011 - 12:47 - 12:47
    Reply

    Caro Hiroshi, isso demonstra o quão absurdo é o que cobram por um terreno em Marabá. Em outros lugares deste país, um terreno de 12x30m, em rua asfaltada, com água encanada na porta, que sai por, digamos, R$30.000,00, aqui em Marabá não sai por menos de R$100.000,00. Basta ver que há terrenos nas chamadas “invasões que não sai por menos de R$25.000,00. E olha que não tem: água encanada, esgoto, energia, asfalto nem pensar, posto de saúde, escola, etc. Ou seja, a verdade é mesmo o que Você disse: “Marabá, bem da verdade, tem uma elite reduzidíssima com bom padrão. O restante é miserê de primeira grandeza cercando a cidadela por todos os lados.” E digo mais: ledo engano de quem propala aos quatro cantos que aqui é a cidade do futuro. Do futuro é, mas a riqueza continuará nas mãos de pouquíssimos.

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