Longa metragem sobre trabalho escravo pode ter Marabá como cenário

Publicado em 12 de novembro de 2014

 

Barbieri

 

 

 

 

 

 

 

Marabá pode ser cenário do próximo longa metragem do cineasta Renato Barbieri, que se encontra na região em busca de locações para o filme “Pureza”. A história conta a saga de uma mãe, camponesa, mulher simples, em busca do filho, recrutado pelo trabalho escravo e desaparecido.

Renato já percorreu os três núcleos residenciais urbanos da cidade e também esteve em Parauapebas e Santana do Araguaia. Nesta quinta-feira, 13, ele se encontra em Rondon do Pará, mas, adiantou para o blog, na noite de hoje, 12, que Marabá tem todas as condições para servir de cenário às tomadas urbanas do filme.

O cineasta elogiou a arquitetura urbana e paisagens bucólicas, com destaque para o Rio Tocantins, assim como a personalidade acolhedora do marabaense.

Barbieri disse que, em avaliação inicial, pode perceber que Marabá “fotografa muito bem” e que isso é um dos principais requisitos para um bom filme: que a locação proporcione uma fotografia. A cidade, além disso, ainda de acordo com Renato, é dotada de boa rede hoteleira e de recursos técnicos que viriam a facilitar o trabalho da equipe, o que representa também economia de tempo e dinheiro.

No papel-título, ninguém mais que  a atriz global paraense Dira Paes, que, segundo o cineasta, já aceitou o convite e deu como certa sua participação.

Outros atores também estão sendo sondados, como pernambucano Irandir Santos, que atuou em “Tropa de Elite 2” e na minissérie “Amores Roubados”, da TV Globo.

Renato Barbieri não pode ainda definir o valor do orçamento do longa, por estar justamente levantando as locações. Ele antecipou, porém, que “Pureza” começa a ser rodado no segundo semestre de 2015 e já no início de 2016 estará em todos os cinemas do País.

Quem é Renato Barbieri?      

Ele é cineasta, realiza trabalhos em documentário, ficção, programa de televisão e produto audiovisual com fins educativos. Foi um dos fundadores da Olhar Eletrônico, onde dirigiu os premiados curtas: Do outro lado da sua casa (1985), Duvideo (1987) e Expiação (1989).

Dirigiu programas de TV em rede nacional, com destaque para o telejornal diário Jornal de Vanguarda, na TV Bandeirantes; os semanais Vitrine e Forum, na TV Cultura e reportagens especiais para jornais da TV Globo e TV Educativa.

Em 1992, fundou a produtora Videografia, onde se aprofundou na produção de documentários, dos quais se destacam A Invenção de Brasília (2001), Atlântico Negro: Na Rota dos Orixás (1998) e Moçambique (1996).

Realizou também cinebiografias, como a do escritor Monteiro Lobato e a do cartunista Mauricio de Sousa. Com o longa As Vidas de Maria (2005) fez sua estreia na ficção. Ganhou mais de 30 prêmios nacionais e internacionais, dentre os quais: Melhor Filme e Melhor Direção no Catarina Festival de Documentários, Santa Catarina, 2003; Prix Jeunesse International, Paris, 2001, e Pierre Verger de Excelência pela Associação Brasileira de Antropologia, 2000.

Formado em Psicologia, é Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Dira paes