“Livro não é um privilégio, é um direito.”

Publicado em 15 de janeiro de 2014

 

ClaudiaCláudia Borges (foto), agente cultural  contadora de histórias, e que tem se destacado na Biblioteca Orlando Lobo pelas inúmeras ações de incentivo à leitura que ela e um grupo de outros agentes realizam na cidade, escreve sobre o poder de um livro nas mãos das pessoas, principalmente dos jovens.

 

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Por uma Marabá mais leitora

Marabá, 15 de Janeiro de 2014

 

Será que existe apenas um modo de ler bem? Será que existe uma razão precípua por que ler?

Na verdade, não há respostas para essas provocativas acima, não há receitas ou conselhos para vislumbrar o caminho árduo da leitura. Nem se quer uma série de preceitos que visam garantir a liberdade e maturidade do leitor. É um processo contínuo de aprendizagem que se modifica a cada instante, situação e sujeito envolvido.

Mas no princípio dessa trajetória, seria indispensável à presença do Mediador de leitura, o ser responsável por fazer a ponte entre o texto e o leitor. Aquela pessoa que um dia fez a diferença na vida de um leitor em potencial.  A figura de um contador de história que tece contos, causos, lendas e apresenta o fantástico mundo da leitura. A presença de alguém que revela sua experiência leitora e desvencilha todo seu encantamento pelo objeto livro.

Nos dias de hoje, a informação e o conhecimento estão disponíveis nos meios de comunicação. Trata-se de uma tempestade de conceitos, mas onde está a sabedoria? Ler bem não significa seguir um roteiro exclusivo, porém enquanto não amadurecemos como leitores, um bom aconselhamento pode ser-nos útil para encontrarmos a melhor forma de vivenciar e alçar novos voos.

Livro não é um privilégio, é um direito. A leitura desenvolve a capacidade crítica, aperfeiçoa o desempenho profissional, estimula a imaginação. O poder aquisitivo não deverá determinar o acesso ao livro. Cabe aos poderes públicos e às entidades privadas levar o livro a todos.

A cultura e a educação têm papel estratégico na formulação e execução de políticas que promovam o acesso ao livro e à formação de leitores, como ações de cidadania, inclusão social e desenvolvimento urbano.

Na instituição dessa política, os ministérios da Cultura e da Educação criaram por meio da portaria interministerial nº 1.142, de 10 de agosto de 2006, o Plano Nacional do Livro e Leitura – PNLL – tendo como eixos organizadores estimular a democratização do acesso ao livro, o fomento e a valorização da leitura e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro.

Não consigo silenciar o que trago dentro de mim. Todavia, não pretendo ensinar ninguém a ler, nem impor a sina de ser um leitor, ou talvez, lançar propostas mirabolantes que não levam a lugar nenhum, mero discurso. Apenas busco compartilhar minhas experiências de leitura e fazer um convite para que você caro leitor continue a ler por iniciativa própria (se faz de maneira proficiente ou não) e o que ler não dependerá, inteiramente, da vontade do leitor, mas o porquê da leitura deve ser a satisfação de interesses pessoais.

Francisca Cláudia Borges Fernandes