Hiroshi Bogéa On line

Liberdade perdida

Com exclusividade para o blog, o texto a seguir é do Laércio Ribeiro, repórter do jornal Opinião

 

A praça, o santo e os ladrões

 

Vista num cartão postal, a Praça São Francisco, em Marabá, provoca um certo sentimento de nostalgia. E, de fato, aquele logradouro já se tornou elemento inalienável da vida do marabaense, especialmente dos que residem no núcleo Cidade Nova. De domingo a domingo, a praça se tornou ponto de encontro de pessoas de todas as idades, muitas das quais procuram seus barzinhos para um bate-papo no final do dia. A aglomeração se intensifica depois das nove da noite, porque é para lá que vão famílias inteiras depois da missa ou do culto.

Mas a Praça São Francisco está perdendo significado na vida de muitas pessoas. O motivo? Muito simples: a praça há muito tempo está despida de segurança. Ao que parece, o local que atrai tanta gente não encanta muito os homens de farda.

Sem ninguém para intimidá-los, os bandidos estão fazendo a farra. As principais vítimas são condutores de veículos ou mocinhas desacompanhadas. Estas são espreitadas na volta para casa e sucumbem indefesas nas garras dos larápios que, geralmente em número de dois ou mais, arrebatam de suas vítimas aparelhos celulares, bolsas e outros acessórios.

Já os donos de veículos são pressionados na chegada e na saída por menores e marmanjos que se posicionam nos estacionamentos oferecendo os serviços de uma certa “vigilância”, que, que eu saiba, não guarda coisa nenhuma. Sim, porque até hoje nunca ouvi falar que um desses guardadores de carro tenha evitado um furto ou que tenha se embolado com o ladrão pelo chão para evitar que o elemento botasse a mão no veículo do qual ele, ao preço de uma gorjeta, se constituiu fiel depositário.

Na verdade, na Praça São Francisco, o número de furtos de veículos nos estacionamentos, especialmente motocicletas, aumenta na mesma proporção em que cresce a quantidade de guardadores de carro.

O condutor mais precavido que vá à praça a pé e deixe a moto em casa. Ou então que procure ficar bem próximo de seu veículo, e curta seu passeio do jeito que versa o ditado: com um olho no padre e outro na missa.

E, por falar em padre, a praça fica defronte à igreja do santo que lhe emprestou o nome. É, mas ao que parece nem o santo os bandidos respeitam mais. São Francisco que se cuide ou, qualquer dia desses, vai procurar e não vai achar o cordão.

 

Laércio Ribeiro 

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5 Comentários

  1. Hiroshi Bogéa

    9 de maio de 2009 - 01:23 - 1:23
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    Ademir, vi também. E, não só pra ti, mandou para o blog do Waldir! Ehe eh eh eh Vamos colocar o parceiro Laércio na “geladeira”. Rs rsrs

  2. Anonymous

    8 de maio de 2009 - 22:18 - 22:18
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    SEM FALAR NOS BARES QUE OFERECEM DROGAS A SEUS CLIENTES. UM SR QUE NÃO QUER FALAR, COM MEDO DE REPRESALIAS, ME CONFIDENCIOU QUE EXISTE UM PONTO DE DROGAS EM UM DOS BARES.
    CRIANÇAS CHEIRANDO COLA E DORMINDO NA FRENTE DA LOJA TACO.
    SOU USUARIO TAMBEM DAQUELE LOCAL, JUNTAMENTE COM MINHA FAMILIA E DEVIDO AOS FATOS ESTAMOS DIMINUINDO NOSSA FREQUENCIA.
    LEMBRO MUITO DO DEFENSOR DESTA ALGAZARRA: TIÃO MIRANDA QUE QUANDO PREFEITO ASSIDUO FREQUENTADOR COM SEU COPO DE WHISKY OU VINHO DOS MELHORES QUE DEIXAVA NA GELADEIRA DOS BARES E FICAVA PASSSEANDO DE BERMUDA COM UM COPO NA MÃO DE BEBIDA.
    O MP TEM OUTRO ALCOOLATRA QUE OUTRO DIA ATIROU NA MULHER.
    É DIFICIL. NINGUEM TEM INTERESSE DE QUE MELHORE.
    VAMOS ESPERAR A RE-RE-RE-REINAIGURAÇÃO DA DELEGACIA QUE ESTAVA FECHADA.

  3. Quaradouro

    8 de maio de 2009 - 20:30 - 20:30
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    Ei, baxim:
    O sacana do Laércio me mandou o mesmo texto! Rssss

  4. ROBERTO RUAS

    8 de maio de 2009 - 01:38 - 1:38
    Reply

    CARO HIROSHI,QUERIA SÓ DAR OS PARABENS AO ANONIMO DE CIMA,ELE EXPRESSA TODA VERDADE QUE PRECISA SER DITA SOBRE A PRAÇA,MEDIDAS URGENTES PRECISAM SER DIFUNDIDAS,SENÂO ACHAREMOS QUE A CIVILIZAÇAO TA LONGE NO HORIZONTE…..ACORDA MARABÁ

  5. Anonymous

    7 de maio de 2009 - 15:55 - 15:55
    Reply

    Se o executivo, legislativo e judiciário tivesse peito, há muito a venda de bebidas alcoólicas já teria sido banida de cima dessas praças. Isso acabaria com pelo menos 95% dos problemas ilícitos que ali acontecem.

    Sobre bares e similares: é uma atividade comercial privada, portanto tem que funcionar como qualquer outro comércio, e não ter privilégios de poder trabalhar sobre logradouros públicos, não importa se pagando ou não, já que o dinheiro dessa locação não paga a degradação que a praça sofre. Bar, especificamente, tem que ter regras do tipo horário, local e formato para seu funcionamento. Os bares e similares ocuparam as calçadas (de uso exclusivo dos pedestres) com mesas e cadeiras, expondo a idosos, a senhoras e crianças que precisam circular pelas ruas e calçadas. Ocuparam as praças, local para ser frequentado por famílias, por casais de namorados, por quem gosta de conversar num tom de voz baixo, sem poluição sonora, sem o risco de trombar num comércio ambulante, de presenciar uma briga violenta causada pelo excesso de consumo de álcool ou de sofrer uma violência.

    Açougue, farmácia, mercearia e muitas outras atividades comerciais vendem seus produtos e serviços no interior de seus estabelecimentos, que são alugados ou próprios, não os expõem nas calçadas ou logradouros públicos.

    Diante do precedente aberto pelo poder público, qualquer pessoa abre um comércio sobre uma praça nesse município, inclusive de revendas de motocicletas.

    Tudo isso foi com a anuência do omisso poder público.

    Cadê o Ministério Público? Cadê o Código de Postura? Cadê o Prefeito? Cadê a Câmara Municipal? Cadê a SEMA? Cadê a Vigilância Sanitária? Cadê o Conselho Tutelar? Cadê o Juizado da Infância e Juventude? Cadê os promotores, pseudos fiscais do povo? Cadê a Delegacia da Criança? Cadê as entidades de classes sociais: pastorais e tantas outras?

    Enfim, cadê o Poder Público?

    Não se pode a pretexto do lazer deixar que o que é de uso comum se tornar “exclusivo”, e nem permitir a propagação, concentração e aglomeração de mazelas das mais diversas em volta desse lazer.

    PODER PÚBLICO: conjunto dos órgãos com autoridade para realizar os trabalhos do Estado, constituído de Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judiciário

    ESTADO: Estado é uma instituição organizada política, social e juridicamente.

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