Hiroshi Bogéa On line

Lavando as mãos

Promotor e juiz da Comarca de Rio Maria se julgaram suspeitos para despachar pedido e decretação das prisões de quatro pessoas supostamente envolvidas, como mandantes e autores, no assassinato do ex-prefeito de Rio Maria, Agemiro Gomes (PMDB). Preocupada com a possibilidade de perder o controle de localização dos acusados, a Polícia Civil aguarda agora decisão da presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargadora Albanira Bemerguy, determinando ao juiz de Redenção despacho dos mandados de prisões.

Como o poster é ignorante em  questões dessa natureza,  alguém pode explicar o que leva um promotor e um juiz a se julgarem “suspeitos”  no cumprimento de seus deveres?  Suspeitos de quê, afinal?!

Dia 11 de agosto passado, Agemiro Gomes da Silva, de 54 anos, então candidato novamente à prefeitura, foi assassinado por volta das 11h, com um tiro na nuca, quando saía para fazer caminhada de campanha pelas ruas da cidade. O crime aconteceu a apenas três quarteirões de sua residência.

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Atualização às 15:50

Quem acompanha a coluna do poster no Diário do Pará – que, inclusive, não foi editorada hoje por problemas técnicos, mas sai amanhã -, deve lembrar nota sobre esse crime, publicada 20 dias atrás, assegurando a elucidação do assassinato do ex-prefeito. Portanto, durante todo esse tempo, a Polícia Civil aguarda apenas despacho dos mandados de prisão para colocar os criminosos na grade.

Difícil, praticamente impossível, combater a violência num Estado onde os poderes não se complementam de forma ágil e eficiente. 

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3 Comentários

  1. Anonymous

    27 de novembro de 2008 - 11:35 - 11:35
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    quer dizer que para fazer manifestações no Brasil precisamos tirar carteirinha de “pobre” ou fazer parte de movimentos sociais? Pessoas “abastadas” não podem se manifestar? Por favor… é cada uma… Já basta ter que apresentar atestado de pobreza para se conseguir crédito educativo..

  2. Anonymous

    26 de novembro de 2008 - 23:22 - 23:22
    Reply

    Hiroshy,
    estive em Xinguara, no dia da interdição da PA, e não tinha ninguém dos movimentos sociais, era somente empresários e comerciantes, colocaram a Segurança Pública, na discussão, apenas para camuflar, a verdadeira reinvindicação, que é duplicação da
    Rodovia. manifestação dos abastados. e essa história de sequestro, é balela,só tenho conhecimento de apenas um, que na verdade,não foi nem sequestro.

  3. Anonymous

    26 de novembro de 2008 - 20:56 - 20:56
    Reply

    tal fato justifica-se pela situação de escassez da parcialidade do julgador…

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