Lavando as mãos

Promotor e juiz da Comarca de Rio Maria se julgaram suspeitos para despachar pedido e decretação das prisões de quatro pessoas supostamente envolvidas, como mandantes e autores, no assassinato do ex-prefeito de Rio Maria, Agemiro Gomes (PMDB). Preocupada com a possibilidade de perder o controle de localização dos acusados, a Polícia Civil aguarda agora decisão da presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargadora Albanira Bemerguy, determinando ao juiz de Redenção despacho dos mandados de prisões.

Como o poster é ignorante em  questões dessa natureza,  alguém pode explicar o que leva um promotor e um juiz a se julgarem “suspeitos”  no cumprimento de seus deveres?  Suspeitos de quê, afinal?!

Dia 11 de agosto passado, Agemiro Gomes da Silva, de 54 anos, então candidato novamente à prefeitura, foi assassinado por volta das 11h, com um tiro na nuca, quando saía para fazer caminhada de campanha pelas ruas da cidade. O crime aconteceu a apenas três quarteirões de sua residência.

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Atualização às 15:50

Quem acompanha a coluna do poster no Diário do Pará – que, inclusive, não foi editorada hoje por problemas técnicos, mas sai amanhã -, deve lembrar nota sobre esse crime, publicada 20 dias atrás, assegurando a elucidação do assassinato do ex-prefeito. Portanto, durante todo esse tempo, a Polícia Civil aguarda apenas despacho dos mandados de prisão para colocar os criminosos na grade.

Difícil, praticamente impossível, combater a violência num Estado onde os poderes não se complementam de forma ágil e eficiente.