Jatene fala em Parauapebas

Publicado em 17 de abril de 2010

Em palestra para empresários do município de Parauapebas, o ex-governador do Pará Simão Jatene disse que, sozinho, nenhum governo tem condições de atender a todas as demandas da sociedade e reforçou a necessidade de construção de um pacto para o desenvolvimento do Estado. “É preciso que os mais diferentes setores da sociedade: trabalhadores, empresários, produtores rurais, organizações não-governamentais, todos enfim, se unam em torno de objetivos comuns”, afirmou, acrescentando: “Mas para que esse pacto dê certo é preciso que ele seja mediado pelo governo e, para isso, a administração pública precisa ter credibilidade”.

O ex-governador foi a Parauapebas para participar do seminário Tendências de Mercado – Desafios e Oportunidades do Pará, promovido, na noite de quinta-feira, pela Gestor Consultoria no auditório da Associação Comercial e Industrial de Parauapebas (Acip).

Paragominas é, na opinião do ex-governador, um bom exemplo de pacto bem sucedido. A união entre o poder público e a sociedade resultou em um novo modelo de desenvolvimento local. O município, que até a alguns anos tinha a triste fama de ser um dos mais degradados do Estado, como resultado da exploração predatória dos recursos madeireiros da Amazônia é hoje modelo de desenvolvimento sustentável com uma economia baseada no setor agro florestal.

O presidente da Acip, José Rinaldo Carvalho, entregou ao ex-governador um documento apresentando os principais problemas de infra-estrutura enfrentados pelo município. O empresário destacou que Parauapebas vem apresentando taxas de crescimento populacional de aproximadamente 20% ao ano e que o Estado não vem conseguindo implantar medidas efetivas para reduzir o impacto social deste fluxo migratório.

“Não temos mais vagas para as crianças estudarem. Nenhum investimento foi feito em educação. Nos últimos anos nenhuma nova sala de aula foi construída. Também temos sérios problemas na área de segurança. Para ter uma idéia a cadeia pública daqui está superlotada e não oferecia mais condições de segurança. Quem reformou o prédio foram os próprios empresários locais”, contou.

 

Fonte: Simone Romero