“Já era, já foi”

Publicado em 3 de fevereiro de 2012

 

 

Quando a presidência de um clube  nivela a gestão trocando telefonemas com jogador de futebol,  para anunciar, antes de decisivo jogo classificatório, a demissão de um treinador -, decididamente, o terreno passou de movediço para pantanoso.

É assim, hoje, o dia a dia do Flamengo, desastrosamente administrado por Patrícia Amorim.

 

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Atualização às 14:35

 

O Flamengo é um caldeirão em chamas. A sexta-feira pega fogo na Gávea.

Há poucos instantes, na CBN-Rio, deu para medir o clima beligerante e o cabo-de-guerra estendido a outras partes do Rio e até fora do Estado.

A uns 20 km da Gávea, Luxemburgo dava entrevista, na Barra, revelando  sua indignação com a falta de comando.

 

Um dos trechos da fala do ex-treinador, onde ele narra a que ponto a diretoria chegou em sua informal relação com jogadores:

 

– Eu não tenho que almoçar com jogador de futebol, ter relação fora do futebol. E, ano passado, foram ditas algumas coisas que não são cabíveis dentro do futebol. Não quero o Ronaldinho para casar com a minha filha, quero o Ronaldinho para jogar futebol e cumprir com seus compromissos. A regalia que um atleta de alto nível tem que ter é o salário que ele ganha.

 

Mais distante ainda, a 2.500 km do Rio de Janeiro, em João Pessoa, o ex-presidente Márcio Braga (um dos responsáveis pela dívida astronômica acumulada até hoje pelo clube) jogou lenha no monturo, lançando a candidatura de Zico à presidência do Mais-Querido, eleição marcada para o final deste ano.

Melhor nome não teríamos.

Mas a candidatura de Zico,  partindo de Márcio desqualifica  a intenção. E  aguça  a intensidade da guerra política massacrando a Nação Vermelho-Preto.

O que disse Márcio Braga:

 

– Patrícia Amorim foi eleita num pleito que teve outros cinco candidatos. Então ela teve apoio de apenas 30% dos eleitores. Patrícia conhece bem o Flamengo, vive no clube desde os sete anos de idade e é realmente apaixonada pelo clube. Mas competência administrativa é outra coisa. Neste quesito é uma negação. Quem manda no clube hoje é o seu marido, que por sinal é tricolor.