Hiroshi Bogéa On line

Indústria de laminados

Antecipado ontem pelo blog, a seguir nota da Secretaria Estadual de Comunicação contando detalhes do encontro da governadora Ana Júlia com diretores da Vale e da Sinobrás. As informações são da jornalista de Ivonete Motta.

Vale e Sinobras fecham parceria para criar
em Marabá indústria de laminados

A Siderúrgica Norte Brasil S/A (Sinobras), do Grupo Aço Cearense, e a companhia Vale farão estudo de viabilidade econômica para implantar, em Marabá, uma indústria de laminados a frio, produto siderúrgico refinado, cuja matéria-prima básica será fornecida pela Alumínios do Pará (Alpa), siderúrgica que a Vale implantará em Marabá.

As empresas assumiram o compromisso nesta sexta-feira (9), em Belém, em reunião com a governadora Ana Júlia Carepa, no Palácio dos Despachos, em Belém. Ana Júlia disse, na ocasião, que o compromisso das empresas atende à política de verticalização da produção e geração de emprego e renda do Governo Popular, que induz um novo modelo de desenvolvimento no qual se insere a verticalização da produção, a exemplo do minério de ferro que será transformado em aço pela Alpa.

Os executivos das duas empresa decidiram que em um mês definirão um desenho possível para este negócio.

A Sinobras é a maior importadora de aço do Brasil. A empresa compra o produto da China, Japão e Rússia e será uma cliente potencial da Alpa na compra de bobinas a quente, que depois de laminadas a frio são destinadas à indústria automotiva, linha branca, acabamento de móveis e outros. Uma laminadora a frio também poderá fornecer produtos a outras empresas de derivados de aço, conforme explicou o presidente da Sinobras Vilmar Ferreira. Segundo ele, foi o que aconteceu no Ceará, onde a Aço Cearense mantém uma siderúrgica.

Mais empregos – O Grupo Aço Cearense está no mercado há 30 anos e é o segundo maior movimentador de cargas do Porto do Pecém (CE). No ano passado, o grupo teve um faturamento de R$ 1,5 bilhão, com a comercialização de 430 mil toneladas de aço, a geração de 1.800 empregos diretos e outros 9 mil empregos indiretos, além de negócios feitos com 18 países.

A Sinobras, de Marabá, é a primeira siderúrgica integrada para produção de aços longos do Norte e Nordeste do Brasil. Representou um investimento inicial de US$ 350 milhões, com geração de 1.700 empregos diretos durante a implantação. Com expectativa de produção de 300 mil toneladas de aço laminado ao ano, a Sinobras gera, na operação, 1.050 empregos diretos e outros 10.500 empregos indiretos.

A Alpa, que poderá fornecer matéria-prima para o empreendimento da Aço Cearense, representa um investimento de mais de US$ 3 bilhões e deve iniciar sua operação em 2013. O Estudo de Impacto Ambiental para a implantação, segundo informaram seus diretores, será protocolado na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na próxima semana. A estimativa é de que a Alpa gere 16 mil empregos diretos na sua construção e outros 14 mil empregos indiretos permanentes depois da implantação.

Participaram da reunião com a governadora o presidente da Sinobras, Vilmar Ferreira, o vice-presidente Ian Corrêa e o diretor de Sustentabilidade, Clayton Labes; os diretores de Logística e Gestão de Projetos da Vale, Eduardo Bartolomeu, diretor de Siderurgia, Aristides Coberllini, diretor de Desenvolvimento de Relações Institucionais, Guto Quintela, o superintendente regional José Carlos Gomes Soares e José Fernando Gomes Júnior, gerente regional de Representação Institucional. Pelo governo, participaram os secretários Maurílio Monteiro (Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), e Miro Canto, adjunto da Secretaria de Meio Ambiente.

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