Hipocrisia sem tamanho

Publicado em 30 de maio de 2007

Edinilton Costa Lacerda Silva, 28 anos, tem uma oficina eletrônica em Redenção, onde faz também cursinho para enfrentar o vestibular da UFPA neste final de ano. E-mail dele conta das idas e vindas de um grupo de evangélicos em campanha na cidade pelo fechamento de três casas de garotas de programa localizadas em pontos estratégicos -, “por verem nas mulheres dos locais representantes do demônio e responsáveis pelas desavenças no seio das famílias de bem”. Mensagem do colaborador deste blog, entre muitas considerações, descreve as três casas como “do mais fino gosto, discretamente freqüentadas por pessoas bem aquinhoadas financeiramente e pelos jovens de classe média do município, já que as garotas que trabalham nos citados estabelecimentos são originárias de Goiânia, Brasília e de outras capitais do país, inclusive Belém”.
Trocando em miúdos, Edinilton pede apoio para que a campanha dos evangélicos seja denunciada. “Os nossos cabarés são de primeira linhagem, com orientação até de uso de preservativos feita pelas donas dos estabelecimentos e exigência natural das belas mulheres a nos contemplar com suas belezas, bons modos e respeito”.