Hidrelétricas não estariam gerando peixes agressivos?

Publicado em 29 de julho de 2013

 

Em 2007, o blog acompanhou o fenômeno agressivo de piranhas (o peixe,  é claro!) atacando nas praias artificiais da Graciosa e da Prata, em Palmas.

Depois, ano seguinte, foi a vez do poster, quando ainda escrevia uma coluna no Diário do Pará, registrar ataques, também da mesma espécime,  nas praias próxima a Araguatins.

Para o último caso, o governo do Estado do Tocantins encontrou explicação na ação de inseticidas jogados numa fazenda, a montante das praias, no rio Araguaia.

Segundo versão do Naturatins – Instituto  Natureza do Tocantins -, o uso excessivo de produtos químicos para melhorar a pastagem de uma propriedade rural, depois de levados para o rio por enxurradas, teria causado desequilíbrio ambiental na área coberta  pelo inseticida.

Agora, mais ataques de piranhas.

Em São Geraldo do Araguaia, fala-se em dezenas de banhistas vitimados pelas mordidas ferozes do peixe, no rio Araguaia.

Em  Babaçulândia, na praia artificial  localizada na orla da cidade,  construída após o enchimento do reservatório da Usina Hidroelétrica de Estreito, também há registros de ataques, no rio Tocantins.

Hoje, apareceu uma explicação supostamente plausível para o fenômeno: subindo os rios para o processo de desova, as piranhas estariam tendo seu território invadido por banhistas.

É procedente a explicação?

Carece de mais comprovação.

Afinal, anualmente, piranhas, como demais espécimes, sobem os rios para desova. Por que, somente  nos últimos seis anos a agressividade delas vem se espraiando em ataques coletivos?

A construção de três usinas hidrelétricas nos rios da bacia Araguaia-Tocantins (Mesa, Lajeado e Estreito) não estaria impactando a vida das espécies fluviais?

O governo jamais admitirá isso.