Hiroshi Bogéa On line

Hidrelétricas não estariam gerando peixes agressivos?

 

Em 2007, o blog acompanhou o fenômeno agressivo de piranhas (o peixe,  é claro!) atacando nas praias artificiais da Graciosa e da Prata, em Palmas.

Depois, ano seguinte, foi a vez do poster, quando ainda escrevia uma coluna no Diário do Pará, registrar ataques, também da mesma espécime,  nas praias próxima a Araguatins.

Para o último caso, o governo do Estado do Tocantins encontrou explicação na ação de inseticidas jogados numa fazenda, a montante das praias, no rio Araguaia.

Segundo versão do Naturatins – Instituto  Natureza do Tocantins -, o uso excessivo de produtos químicos para melhorar a pastagem de uma propriedade rural, depois de levados para o rio por enxurradas, teria causado desequilíbrio ambiental na área coberta  pelo inseticida.

Agora, mais ataques de piranhas.

Em São Geraldo do Araguaia, fala-se em dezenas de banhistas vitimados pelas mordidas ferozes do peixe, no rio Araguaia.

Em  Babaçulândia, na praia artificial  localizada na orla da cidade,  construída após o enchimento do reservatório da Usina Hidroelétrica de Estreito, também há registros de ataques, no rio Tocantins.

Hoje, apareceu uma explicação supostamente plausível para o fenômeno: subindo os rios para o processo de desova, as piranhas estariam tendo seu território invadido por banhistas.

É procedente a explicação?

Carece de mais comprovação.

Afinal, anualmente, piranhas, como demais espécimes, sobem os rios para desova. Por que, somente  nos últimos seis anos a agressividade delas vem se espraiando em ataques coletivos?

A construção de três usinas hidrelétricas nos rios da bacia Araguaia-Tocantins (Mesa, Lajeado e Estreito) não estaria impactando a vida das espécies fluviais?

O governo jamais admitirá isso.

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1 Comentário

  1. Bosco Carvalho

    29 de julho de 2013 - 23:08 - 23:08
    Reply

    Hiroshi,
    É bem possível que ass piranhas perderam alguns predadores naturais por um lado e por outro fontes de alimentos, além de terem seu habitat modificado.
    Por outro não se pode descartar o efeito dos agrotóxicos sobre o sistema nervosos central das piranhas.
    Pelas informações que estão disponíveis em outros sites, sabe-se que os peixes nem sempre sofrem a influência dos agrotóxicos diretamente, mas acumulam seus resíduos danosos no tecido adiposo.
    Como existem casos de demência entre pessoas humanas, comprovadamente causados pelos agrotóxicos, pode-se também supor que as piranhas venham a alterar seu comportamento.
    Como não vi ainda pesquisas que possam comprovar estas afirmações, tudo não passa de conjecturas de minha parte, mas faço votos que algum pesquisador possa esclarecer este assunto.

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