Governo do Pará e Vale assinam Protocolo de Intenções para analisar viabilidade econômica de siderúrgica em Marabá
Murilo Ferreira (Vale), Simão Jatene,  Adnan Demachki e João Salame
Murilo Ferreira (Vale), Simão Jatene, Adnan Demachki e João Salame

 

Terminou a reunião entre o governo do Estado e a presidência da Vale, no Palácio dos Despachos, com a participação de outras personalidades, conforme o blog noticiou em primeiríssima.

Foi assinado um Protocolo de Intenções do governo com a Vale com item único: implantação de uma siderúrgica em Marabá.

Assinam o documento, o governador Simão Jatene e  Murilo Ferreira  –  presidente da Vale.

João Salame, prefeito de Marabá e  Adnan Demachki, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), assinaram como testemunhas.

Foi ainda formada uma comissão com dez pessoas, que se reunião já dia 7 de dezembro, às 8h30, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), constituída por três membros do governo; três da Vale; um representante da Fiepa, um da Alepa, um da ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marabá)e o prefeito de Marabá, João Salame.

Grupo irá estudar tecnicamente a possibilidade econômica e o que é necessário para viabilizar a siderúrgica.

Governador Jatene disse que estudo deve ser técnico e desprovido de paixões políticas.

Em sua fala, João Salame destacou que “O Estado não vai dar boas condições de vida ao seu povo exportando matéria prima”.

“Temos que verticalizar nosso minério, agregando valor e gerando riquezas. Enquanto prefeito de Marabá, vou me dedicar ao máximo dentro dessa comissão pra demonstrar a importância e a viabilidade desse empreendimento pra Marabá e pro Estado”, disse Salame durante audiência.

O prefeito saudou o governador  pela iniciativa, dizendo que Marabá receberá de braços abertos  o trabalho da comissão, e tudo fará pra “tornar esse sonho de nossa sociedade em realidade”.

 

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Atualização às 19:51

 

Como já existem pessoas nas redes sociais  postando que o protocolo de intenções assinado esta noite visa implantar a siderúrgica, mais do que depressa, o prefeito de Marabá respondeu a alguns comentários, no Facebook:

 

Salame

Deputado federal Beto Salame;  Paulo Hegg, diretor da Cevital; João Salame e Ítalo Yojucan, presidente da ACIM.
Deputado federal Beto Salame; Paulo Hegg, diretor da Cevital; João Salame e Ítalo Yojucan, presidente da ACIM.

Atualização às 21:36

A seguir, matéria produzida pela Agência Pará, do governo do Estado, sobre a assinatura do protocolo, publicada no portal da agência:

 

Governo e Vale criam Grupo de Trabalho para implantar  siderúrgica em Marabá

O governador do Pará, Simão Jatene, e o presidente da Vale, Murilo Ferreira, assinaram nesta quinta-feira (26), no Palácio de Governo, em Belém, protocolo de intenções para a criação do grupo de trabalho que vai discutir e buscar alternativas de projetos e investimentos para a implementação de complexo siderúrgico de Marabá, no sudeste do Estado, levando em consideração o uso dos modais existentes.

O grupo é composto por dez membros e tem como presidente o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki. Os participantes serão indicados pelo governo do Estado, Vale, Assembleia Legislativa, Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Associação Comercial e Prefeitura de Marabá. O prefeito da cidade, João Salame, também assinou o documento.

Simão Jatene ressaltou a importância do compromisso para o desenvolvimento do Pará. “Tenho a clareza de que a parceria entre o Estado e o setor mineral vai perdurar por muito tempo. É possível aprimorar os projetos e criarmos condições para que eles aconteçam. Nosso crescimento só se concretiza se criarmos a viabilidade e sustentabilidade econômica, e é isso que estamos fazendo. Queremos contribuir para o crescimento do país, mas a partir do nosso próprio desenvolvimento”, afirmou.

O governador destacou ainda que o esforço deverá ser por um desenvolvimento que contemple a melhoria da qualidade de vida da população. “Nas últimas décadas, a economia cresceu, mas a população também, e a evolução deste avanço na economia não resultou em melhorias dos indicadores sociais. A palavra sustentabilidade, na Amazônia, não admite adjetivação. Ela deve ser, ao mesmo tempo, econômica, ambiental e social”, disse.

Sobre o funcionamento do grupo de trabalho, Adnan Demachki destacou que o empenho será por mostrar resultados práticos durante o ano, apresentando alternativas de investimentos que possam viabilizar economicamente a implantação do complexo siderúrgico em Marabá. “Não vamos medir esforços para que possamos viabilizar esse empreendimento tão sonhado em Marabá e levar o desenvolvimento para todo o Estado”, explicou ele, que já convocou a primeira reunião do grupo para o início de dezembro.

Ainda segundo o protocolo assinado, os investimentos no setor mineral devem continuar a trazer benefícios à economia local por meio de agregação de valor à cadeia produtiva, em especial, a geração de emprego e renda. “Acompanhamos e vivemos a história do Pará, um Estado que queremos tão bem. O trabalho será construído nesses próximos meses em relação ao empreendimento e discernimento de alternativas e possibilidades. Esse trabalho veio em um momento especialmente importante, em que nosso país vive uma crise econômica, política e ética, e precisamos ter iniciativas, já que não podemos esperar que as respostas venham do governo central”, disse o presidente da Vale.

Para João Salame, o momento é oportuno para se buscar alternativas viáveis que representem fortalecimento para a economia local. “A prefeitura, como uma das interessadas no projeto, irá participar ativamente da construção da proposta, colaborando no que for preciso para a viabilização“, afirmou.