Governo cria plano para reduzir filas no HOL

Publicado em 18 de fevereiro de 2015

 Para tentar solucionar o problema das longas filas de espera de pacientes, o HOL elaborou um plano de ação que está em fase final de definição com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que também coordena a Central de Leitos, por meio do Departamento de Regulação. 
Referência no tratamento oncológico na Região Norte, o Hospital Ophir Loyola é um dos executores da Rede Credenciada de exames de média e alta complexidade conveniado ao município de Belém e atende também uma grande demanda, tanto por marcação de exames como por consultas proveniente dos Departamentos de Regulação municipais.

A primeira resolução tomada em conjunto determinou o acolhimento, durante a madrugada, dos pacientes oriundos do interior do Estado, proporcionando a eles maior comodidade e conforto.

O novo diretor do HOL, Dr. Vitor Manuel Jesus Mateus, que assumiu o posto no ínicio do ano, ressalta que o hospital tem duas metas consideradas prioritárias: a estruturação da Unidade de Atendimento Imediato e a melhoria do atendimento ambulatorial para solucionar o problema da fila de pacientes, que já está sendo trabalhada em parceria com a Sesma.

Segundo Mateus, para descentralizar o agendamento e, ao mesmo tempo, garantir atendimento aos egressos do hospital (pacientes oncológicos cadastrados) serão criadas as condições para que eles já saiam do hospital com agendamentos automáticos de consultas e exames.

“Para facilitar o acesso às tecnologias e serviços hospitalares, o Ophir Loyola já realiza, junto ao departamento de informática da instituição, os primeiros testes no Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) para dois dos exames de maior demanda: endoscopia e raio-x. Os testes têm obtido respostas positivas com a marcação online pelo Departamento de Regulação da Sesma. Em breve, o Sistema contemplará também os demais exames por imagem ofertados para 70% da demanda do SUS (não oncológica) assistida pelo hospital”, continuou o novo diretor.

O objetivo, segundo ele, é assegurar mais agilidade na internação, reduzir as filas e proporcionar melhor acolhimento aos usuários. “Já montamos duas frentes de trabalho, com equipes designadas para atender estas mudanças imediatamente. Por outro lado, estamos alinhados com a Sespa para constituir as diretrizes necessárias à construção do novo plano diretor do Ophir Loyola, que será definido dentro da política estadual de saúde e deverá nortear as ações do HOL para os próximos cinco ou dez anos”, frisou.

Diariamente, cerca de três mil pessoas são assistidas no HOL, em Belém. O Hospital possui 281 leitos cadastrados e registra uma média de 400 internações por mês na área de oncologia, com uma média de 18 dias de permanência no estabelecimento. No entanto, explica, esse tempo estipulado pode variar de acordo com laudo clínico de cada paciente. “Isto acontece porque a alta complexidade exige um tempo maior de recuperação e acompanhamento médico”, esclarece.