Solução de Giovanni para conflitos fundiários: “dar-lhe um cacete, bota em cima de um caminhão e manda devolver”

Publicado em 16 de dezembro de 2013

 

Deputado Giovanni Queiroz (PDT)  tem uma solução bastante exótica, e primitiva, para os conflitos agrários, no Estado do Pará.

Quem informa é a Revista Fórum:

 

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados resolveu realizar uma audiência pública, na última quarta-feira (11), para “Debater as crescentes demarcações de terras indígenas no país”. Às 13h14, o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) pediu a palavra e explicou como aconselha os fazendeiros de sua região a lidarem com os conflitos fundiários. “O primeiro que reclamar, dá-lhe um cacete, bota em cima de um caminhão e manda devolver.”

Queiroz, falando ao lado da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), convidada a participar da audiência, explicou que no Pará já houve um leilão, similar ao realizado por pecuaristas do Mato Grosso do Sul no último sábado, “para juntar dinheiro e contratar advogado para tirar invasores de terra”.

Porém, segundo o deputado, o “problema” não foi resolvido e a estratégia foi diversificada. “Ninguém mais gasta dinheiro com advogado. Entrou hoje, sai na madrugada do dia seguinte, sai debaixo de cacete”, afirmou Queiroz, provocando aplausos da plateia. De acordo com o parlamentar, desde que a “nova tática” foi adotada, a questão fundiária se “resolveu” no Pará. “Eu não ouço falar de invasão de terra de um ano para cá.”

Em sua fala, na audiência, o deputado contou a história de um fazendeiro que o procurou pedindo um conselho, pois a sua propriedade havia sido ocupada por 40 trabalhadores sem terra. “Você quer um conselho para resolver? Contrata uma empresa de segurança. Tem que ser regular, bonitinho, não é contratar pistoleiro não. Bota dentro de um ônibus. Quantos invadiram? 40? Leva 60 ou 80. O primeiro que reclamar, dá-lhe um cacete, bota em cima de um caminhão e manda devolver.”

Por fim, Queiroz afirmou que “às vezes tem alguns excessos, natural que haja, tem gente resistindo.”