Forrozando com Bilu

Publicado em 14 de novembro de 2008

Ora, quem diria, encontrar “Bilu de Campina Grande” nas cabeceiras do rio Araguaia, divulgando mais um CD da carreira?

Ele estava sentado à frente de um painel  carregado de fotos de Luiz Gonzaga, e da capa de seu  novo trabalho,  estrategicamente instalado no meio da praça principal de Xambioá (TO), conversando com populares -, enquanto o forró pé-de-serra tocava num sistema de som improvisado.

Não deu pra segurar.

Assanhado, o poster pediu ao amigo com quem viajava para dar uma paradinha no carro, disposto a conversar um pouquinho com Severino Xavier de Souza, o “Bilu” dos nordestinos.

Do mesmo jeito de dez anos atrás, usando seu famoso chapéu de couro de vaqueiro, o forrozeiro (foto)  amigo de Lula Gonzaga e Patativa de Assaré, acolheu com a sinceridade dos sertanejos, outro sertanejo metido a urbanizado.

O papo rolou mais de hora, com o impaciente amigo Nelson querendo seguir viagem de retorno a Marabá.

Severino só perdeu o bom humor quando provocado sobre o tal forró eletrônico,  responsável pelo enriquecimento de muitas bandas – entre elas “Aviões do Forró”  e “Cavaleiros do Forró”:

                  –   Não dá pra dizer que aquilo é forró. Eles deveriam tentar se intitular de outra forma, porque aquilo não tem nada de forró. Não tem identidade. É uma grande mentira.

Verdade.

Grande Severino!