Hiroshi Bogéa On line

Fator Pato

A bola volta para a grande área depois de lançada à distância.
Na corrida para alcançá-la, ele vence o zagueiro que ainda tenta segurá-lo aplicando-lhe uma gravata.
Mais ágeis, escapam os dois: a bola e o atacante.
Ainda no ar, antes de tocar no gramado, com a sola da chuteira, de cima pra baixo, a “maricota” é empurrada.
Antes da conclusão da jogada, um contra-plano mostra o excelente goleiro no Napóli saindo do gol desesperado, pedidão, sem saber qual lance há de vir dos pés daquele garoto.
A bola segue sua trajetória fatídica, para o goleiro. Belamente arte, pros torcedores do mundo.
Elegantemente brasileiro, gol de Pato.
Emocionado pelo conjunto de pelo menos cinco bonitas jogadas do estreante jovem atacante, o poster passou a noite de domingo mudando de canais para rever os lances da partida de sua estréia.
Deu contentamento.

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4 Comentários

  1. Hiroshi Bogéa

    14 de janeiro de 2008 - 22:06 - 22:06
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    Concordo com voce. Provou estar preparado para encarar o peso do sucesso.

  2. Francisco

    14 de janeiro de 2008 - 19:29 - 19:29
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    Caro Hiroshi,

    Vale destacar, à par tudo o que já disseste , a maneira , digamos , “low profile”, com que o jovem ( 18 anos e 4 meses ) Alexandre Pato encarou a enorme expectativa criada pela mídia italiana ( e mundial) sobre sua estréia no San Siro.

    Não é fácil enfrentar 70 mil pessoas ávidas por uma super-estréia, um Presidente (Berlusconi) que tem falado maravilhas do brasileiro , um técnico igualmente entusiasmado, e se sair tão bem quanto ele se saiu, inclusive fazendo um belíssimo gol!

    Tranquilo, equilibrado mesmo diante de botinadas que vez ou outra lhe atingiram, Alexandre parece que, logo em seu primeiro jogo oficial na Itália , confirma o que dele todos falam –

    é um P(r)ato feito!

    Vida longa ao gaúcho, tchê !

    Abs

  3. Hiroshi Bogéa

    14 de janeiro de 2008 - 15:45 - 15:45
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    Pois é, caríssimo procurador: Surrados, os gramados, estádios, dirigentes e a jurássica gestão de insolventes.
    Esse conjunto é quem afugenta nossos garotos. Ou faz eles jogarem aqui no país, sem graça.

  4. Francisco Rocha Junior

    14 de janeiro de 2008 - 15:26 - 15:26
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    Hiroshi, fiquei entusiasmado como você. Torci pelo Milan brasileiro, de Ronaldo, Kaká e do menino Pato, como se fosse pelo meu querido Leão de Antônio Baena.
    É gostoso ver o futebol bem jogado, principalmente por brasileiros. E é bom saber que sempre nascem craques nesta terra, como se nosso solo fosse adubado para os bons de bola.
    Uma pena que eles só brilhem lá fora, e não nosso campeonato de gramados e estádios tão surrados.

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