Falta de agentes rodoviários ameaça segurança do Círio

Publicado em 28 de outubro de 2012

A Polícia Rodoviária Federal lotada em Marabá está sem gestão.

E sem agentes.

Desde quando o inspetor que comendava a seção da PRF foi afastado da função, a superintendência do órgão, em Belém, não nomeou substituo, causando com sua omissão a maior crise vivida no município  pelo núcleo de fiscalização das rodovias federais.

Não só trechos de rodovias federais de Marabá, mas em toda a região.

Além desse infortúnio causado por má gestão, os cerca de 46 agentes rodoviários aprovados em concurso federal e chamados para exercer o cargo na inspetoria de Marabá, retornaram à suas cidades de origem, remoções facilitadas pela ação de políticos.

Essa “buraco negro” está ameaçando a segurança do Círio de Nazaré, marcado para o próximo domingo, no município.

Para se ter ideia da gravidade do problema, durante os últimos dez dias, as procissões e carreatas de trasladação da santa, em diversos pontos e municípios da região, foram comprometidas pela ausência dos agentes rodoviários federais. Diversos trechos percorridos  em rodovias federais (BR-222, BE-230 e BR- 155) foram “resguardados” por voluntários da sociedade escolhidos pela coordenação do Círio.

Pior é que não há prenúncio de qualquer solução.

O superintendente da Polícia Federal lotado em Belém nunca apareceu em Marabá, desde quando assumiu o cargo.

O mesmo ocorre nas dependência do DMTU.

O órgão está acéfalo, sem direção.

Para a coordenação do Círio conseguir o apoio de agentes municipais para a organização do trânsito urbano, tem sido mais difícil do que carregar uma cruz confeccionada com madeira de lei.

O peso da responsabilidade das autoridades de Marabá, é nenhum.

O peso da responsabilidade de quem luta para organizar um Círio à altura de sua tradição, é difícil  de mensurar, diante desse grave  problema de inexistência de segurança no trânsito.

————————–

Atualização às 17:34

 Comentarista de nome Mauro envia o seguinte esclarecimento:

Caro Hiroschi vale ressaltar que o inspetor chefe nao foi afastado, e sim ele pediu afastamento exatamente pelos motivos que vc relatou acima.

 Nota do blog: em resposta ao Mauro, deixe na caixa de comentário a observação que segue:

 Você tem razão, comentarista Mauro.  O ex-inspetor “se afastou”, revoltado com a falta de apoio ao núcleo da PRF em Marabá. Vou consertar depois. Obg.