Falta de juízes e promotores irrequieta advogados

Publicado em 1 de julho de 2015

 

A situação no Judiciário de Marabá está braba.

Muito braba.

Essa é a avaliação de advogados que militam no fórum da cidade, comentando para o blog a carência de novos juízes e promotores.

Principalmente, na área Cível, há necessidade de o Tribunal de Justiça viabilizar novas Varas.

“Para se ter ideia da dificuldade de nossos juízes darem cabo de suas obrigações, há Varas com o acúmulo de mais de 15 mil processos. Temos somente três Varas, e necessitamos de pelo menos mais duas  ou três”, explica o advogado Odilon Vieira.

E ele está coberto de razão.

Juiz CristianoPra exemplificar: o juiz Cristiano Magalhães (foto), é titular das duas Varas de Juizado Especial Cível e Criminal de Marabá, além de ser diretor dos Fóruns de Marabá e de Itupiranga, onde o mesmo juiz está substituindo o titular daquela Comarca.

“O TJE criou mais uma Vara do Juizado Especial, as duas agora ocupadas pelo mesmo juiz. Esse caso do doutor Cristiano é a mesma coisa que eu  criar um batalhão de 500 homens e dividi-lo em dois, com 250 homens cada um”, arremata Odilon, acrescentando haver dificuldades também na área do Ministério Público.

“O Ministério Público está com carência na área criminal. É preciso que a Procuradoria-Geral do MP olhe com mais acuidade esse setor. A falta de juízes e promotores acarreta  uma série de problemas e compromete a prestação jurisdicional. Além dos advogados, que têm seu trabalho comprometido, o cidadão acaba sendo o maior prejudicado com a ineficiência da Justiça”, finaliza o advogado.

Além de Cristiano Magalhães, acumulando várias funções ao mesmo tempo, os juízes César Lins e Maria Aldeci também estão sobrecarregados de processos, acumulados em suas Varas próximos a trinta mil.

Problemas graves vem ocorrendo, também, na área de justiça previdenciária.

O blog levantará as demandas ali existentes para trazer a público.