Estigma da cassação

Publicado em 18 de setembro de 2009

Marabá estremeceu com o furo do blog sobre o pedido de cassação do prefeito Maurino Magalhães. Em todo canto da cidade, não tem outro assunto pra bate-papo.

Do lado da administração pública, apreensão e incredulidade. Mas o prefeito trabalha normalmente.

Por volta de 10 horas de hoje, o poster falou com um dos auxiliares que o acompanham, de nome Mário, no exato momento em que Maurino participava de concorrida reunião num bairro local. Na oportunidade, o blog comunicou pretender ouvir o chefe do executivo a respeito da ação por crime eleitoral. Até agora, ainda não houve retorno.

Desde a eleição de Nagib Mutran Neto, em 1988, o município vem convivendo com a instabilidade originária de processos de cassação de prefeitos.

À época, Nagib foi cassado.

A ameaça de degola, não confirmada, andou girando também a cadeira de Haroldo Bezerra, conseqüência do rompimento dele com seu vice, Reinaldo Zucatelli.

Nem bem conseguiu sua reeleição em 2000, Geraldo Veloso teve a diplomação cassada, readquirindo o direito consagrada em urna depois de disputa no TRE.

A sequência do mandato popular de Tião Miranda foi quebrada por cinco meses, cassado sob acusação de abuso do poder econômico, período no qual o então presidente da Câmara, Maurino Magalhães, assumiu o controle do município e construiu a pista que o conduziu com extrema facilidade ao cargo que hoje ocupa.

Agora, também, ameaçado.