Estado de Carajás: temperatura alta
Pressão total nos corredores da Câmara Federal para que seja incluida na pauta de hoje o projeto de autorização para realização de plebiscito do Estado de Carajás.
A seguir, trechos de discurso do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), em comunicado de liderança, defendendo argumentos para criação deuma nova unidade federativa.
“É com prazer que, mais uma vez, retorno a esta tribuna para fazer um relato sobre questões que dizem respeito à Amazônia, particularmente à revisão geopolítica que estamos a propor a quase 20 anos nesta Casa e que agora se aproxima de um final feliz”.
“Em primeiro lugar, é a própria Constituição que diz que se deve consultar a população diretamente interessada sobre o fracionamento ou não, sobre a divisão ou não, sobre a criação ou não de um novo Estado. (…) “Há necessidade de se emanciparem os estados de Carajás e Tapajós, pois não há bom governante, com as melhores intenções que possa ter, que dê conta de administrar um Estado com a dimensão do Pará”.
Ao ilustrar a ingovernabilidade do estado paraense, Giovanni Queiroz frisou a seguinte informação: “o [atual] Pará é 60 vezes maior do que Sergipe e 42 vezes maior do que Alagoas”. Segundo ele, “como se governa uma extensão territorial desta monta”, perguntou.
Para mostrar que a divisão do Pará não irá enfraquecer a região, o parlamentar pedetista comparou o futuro tamanho do estado do Pará ao tamanho do estado de São Paulo. Pois, segundo ele, o Pará pós divisão será do tamanho de São Paulo e o tamanho territorial impede que São Paulo se desenvolva e seja a locomotiva do País, questionou Giovanni.
Outro ponto defendido pelo parlamentar favorável a divisão do Pará, é com relação ao forte desenvolvimento de algumas cidades na área do futuro Carajás. Segundo ele, há municípios que crescem a 14% ao ano. “Crescem mais que a China”, vislumbra. Para ele, esse crescimento só será ordenado com a presença de um Estado forte e próximo da população.

 Fonte: Val-André, direto de Brasília.