Esse poente desigual

Mistura de luzes refletidas no pequeno monte de areia do outro lado do Tocantins. Um cucurute da Praia do Tucunaré aparecendo, porque o verão chegou.

As águas do rio não têm pressa em vazar por que o mar está sempre à espera, nada de correrias.

O barco atravessa em mansos banzeiros os primeiros banhistas na tarde que se vai, formando o pôr do sol mais belo do mundo.

Cada um tem o seu poente em seu lugar amante, cada qual mais belo que o outro.
Igual ao de Marabá, não se discute.