Entre bandidos iguais

Publicado em 16 de março de 2011

 

Irritante.

Cavernosamente  revoltante.

É assim que o poster se sente quando lê notícias de  autoridades policiais revelando descoberta de celulares, armas  e drogas dentro das prisões, como a que surgiu agora em Marabá depois de revistas processadas numa cadeia pública.

É a patifaria de sempre gerada pela presença de péssimos policiais no interior da instituição.

Quem não sabe de conivência da autoridade com esse tipo de anomalia administrativa?

Quando um celular, pacote de maconha ou algum tipo de arma  é  introduzido nas prisões, a livre passagem foi administrada por alguém da instituição.

Por isso esse lance causa tanta irritação.

Pior quando deparamos com depoimentos de delegados ou de dirigentes  penitenciários garantindo “haver tomado providências para evitar futuros ingressos de armas”. 

Escárnio.

Não compreendemos melhorias no setor de segurança  com o tipo de policial existente – livrando-se, claro, raríssimas exceções. 

Reforma tudo ou nada. E para reformar, leva tempo.

Por isso, a descrença. Por isso, a irritação. Por isso, a tristeza.

Somos desprotegidos à mercê de todas as sacanagens conhecidas, amassados entre bandidos iguais.