Salame adotará “economia de guerra”

Publicado em 29 de outubro de 2012

 

 

Uma das primeiras batalhas do prefeito eleito João Salame, quando assumir o cargo, em Janeiro, é resgatar o registro de adimplência da Prefeitura Municipal de Marabá junto ao Tesouro Nacional.

O nome de Marabá está inscrito no CAUC (  Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias ), órgão do Tesouro Nacional que tem caráter de informar se um órgão público está ou não devendo prestação de contas ao governo federal.

O CAUC é uma espécie de SPC ou Serasa.

Marabá possui duas restrições no CAUC, estando, portanto, inadimplente para contrair novas linhas de financiamento.

Como o prefeito eleito João Salame já esteve em Brasília tratando de alocar recursos ao orçamento de 2013, com apoio dos deputados federais que lhe darão sustentação em Brasília, a prefeitura de Marabá necessita regularizar-se quanto a prestação de contas de recursos federais recebidos anteriormente.

Esse será  o primeiro desafio do prefeito eleito, além de torcer para que Maurino Magalhães deixe em caixa recursos para o pagamento do 13o salário – situação até agora indefinida, conforme revelam alguns auxiliares do atual prefeito.

Não é por outro motivo que a equipe de transição do prefeito eleito defende o  imediato início dos trabalhos de transferência de informações da atual para o futuro governo municipal, enquanto Maurino Magalhães sugeriu começar a partir de  1o. de dezembro.

“Se as equipes de transição começarem a trabalhar desde agora, teríamos razoável tempo para processar as informações necessárias. Se for apenas a partir do inicio de dezembro, não teremos nem quinze dias, já que na metade do próximo mês, o clima natalino e de festas de final de ano atrapalhará a evolução da coleta  de informações”, explica Luiz Carlos Pies, vice-prefeito eleito integrante da equipe de transição.

João Salame tem revelado a pessoas de seu círculo de amizade que tomará  medidas duras, no início do governo, adotando “economia de guerra” para consertar as contas públicas.

O blog não confirmou a informação, mas o prefeito eleito teria encomendado a análise de uma reforma administrativa sugerindo a fusão de algumas secretarias com intuito de reduzir os custos da máquina pública.