Hiroshi Bogéa On line

Drenagem de córrego fechada em terreno de empresário continua causando vítimas

O problema de arrasta há anos.

Agora, com  efeitos bem mais devastadores.

O vergonhoso caso do fechamento de um córrego que drena grande parte das águas pluviais de Folhas da Nova Marabá, principalmente da Folha 32, continua fazendo vítimas.

Vítimas moradoras em residências localizadas na Folha 32.

Vítimas donas de lojas situadas na Quadra Especial, que faz fundos para o terreno do empresário Eduardo Barbosa, que veem seus estabelecimentos comerciais inundados frequentemente pelas águas de chuvas que não encontram mais escoamento.

Desde quando o dono do imenso terreno, onde antigamente funcionava o Parque de Exposição de Marabá,  decidiu fazer um aterro em sua propriedade, entupindo o eixo do córrego que passa ao largo do imóvel, moradores e comerciantes não têm mais sossego, pelo fato da água não ter mais como seguir seu trajeto natural, retornando às áreas que circundam o entorno.

Com o intenso inverno, os imóveis às margens da pista que liga a VP-8 À rodovia Transamazônica, onde se localizam a Pizzaria Paulista, o Churrasquinho do Scherer. ficam permanentemente alagados.

Quase todos os donos das lojas, diante do alagamento de suas casas, foram obrigados a adquirir bombas elétricas, ou alugá-las, para tentar esvaziar os cômodos invadidos pela água.

Tentativas em vão.

Nem as bombas conseguem domar o ímpeto das cheias pluviais.

As lojas localizadas entre a Casas Prata e a Rodovia Transamazônica, estão submersas.

Duas delas, inclusive, foram desativadas.

Comerciantes preferiram procurar outros pontos da cidade, esvaziando os antigos locais, que se encontram agora desalugados, já que ninguém quer sofrer prejuízos nas áreas tomadas pelas águas.

Seus donos desistiram de lutar contra o poder do empresário dono do terreno, que tem conseguido, ao longo dos meses, evitar qualquer tipo de sanção, seja por parte da prefeitura ou das autoridades judiciais.

Alguns moradores atingidos pela cheia acusam setores do judiciário e Ministério Público de evitarem qualquer tipo de pena contra Eduardo Barbosa, dado o seu poder de influência.

A prefeitura realizou alguns serviços de desobstrução do curso do corrego, pelo lado de fora do terreno de Eduardo, mas de nada adiantaram as intervenções.

Águas concentradas no terreno que fica próximo a Marginal Direita da Transamazônica (fotos abaixo) estão invadindo os imóveis por infiltração, tornando sem efeito qualquer ação de bombeamento.

 

Nem quando há estiagem, as águas são drenadas.

Nesse caso, as lojas estão permanentemente invadidas.

O poder de Eduardo Barbosa, realmente, é extraordinário.

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2 Comentários

  1. Marcello Araújo

    20 de fevereiro de 2017 - 14:22 - 14:22
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    Importante ressaltar que o citado empresário com certeza deve ser o maior criador de mosquitos de nossa Cidade.
    Qualquer um que direcionar os olhos para este local, consegue ver as caçambas e os vasilhames de bebidas, expostos ao tempo sem nenhuma proteção.
    Acumulam água, que com certeza devem estar cheias de focos de mosquitos.
    Em época de dengue, zika e chikungunya, o aedes aegypti agradece.
    E o poder público deitado eternamento em berço esplêndido.

  2. gilberto

    17 de fevereiro de 2017 - 22:27 - 22:27
    Reply

    RIDÍCULO, intolerável absurdo…Todavia, não é nenhuma novidade em nossa bagunçada Marabá que sofre com o leito de seus córregos e canais de drenagem pluvial invadidos e usurpados pela ignorância do interesse individual e pela ausência de planejamento urbano.
    Existem várias ferramentas que o Poder público municipal pode e deve utilizar para resolver essa e outras questões:
    Estatuto das Cidades, Plano Diretor de Marabá, Leis específicas municipais…interesse PÚBLICO, etc

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