Do jeito que o diabo gosta

Publicado em 21 de junho de 2011

 

Já estão comemorando a reativação da União dos Vereadores do Sul e Sudeste do Pará como instrumento de apoio à criação dos Estados de Carajás e Tapajós. No fundo, sinal de dinheiro público a ser drenado  pelo esgoto como nos velhos tempos da famigerada Uvespa.

Vão voltar a meter a mão num  dinheiro que poderia estar sendo canalizado a causas bem mais justas.

Essa tal de Uvespa é um das entidades que mais torraram dinheiro do contribuinte, comandada por   vereadores irresponsáveis.

Agora, com a esfarrapada desculpa de que estará à serviço dos “novos estados”, a possibilidade de escancarar o avanço de rapinagens começou a assanhar outra vez a catrapinagem.

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Atualização às 10:22

Em resposta a uma comentarista autodenominada  Márcia, que tenta desqualificar o post acima, jornalista Eleutério Gomes dá o troco, em  cima da cobra:

 

Eu, como jornalista, estive presente quando da reativação da Uvespa, aqui em Marabá, no Auditório “Eduardo Bezerra”. Um dos convidados foi o prefeito de Lucas do Rio Verde, na época município muito progressista de Mato Grosso. Em seu discurso, ele contou que esse progresso todo se deu porque, quando assumiu, enxugou todos os gastos excessivos da máquina pública, inclusive dispensando várias empreiteiras que eram pagas para fazer serviços que a prefeitura tinha condições de fazer, porque dispunha de maquinário e pessoal competente. Na ocasião, ele disse também que, em Lucas do Rio Verde – na época -, vereador não via a cor do dinheiro da administração municipal em troca de apoio político na câmara, pois, segundo ele, governava com transparência e não dava motivo para barganhas nem para farra com o dinheiro do contribuinte.

Ao terminar sua fala, foi efusivamente aplaudido. Mas, pelas costas, recebeu adjetivos pejorativos como “babaca”, “metido a besta”, “imbecil” e “otário”, proferidos por vários vereadores que mintuos antes baitam palmas, não só de Marabá quanto de outros municípios, muitos, ainda com mandato até hoje.

Isso prova, dona Márcia, que o Hiroshi, infelizmente, deve ter suas razões para fazer as afirmativas constantes de seu comentário.
Digo, infelizmente, porque o dinheiro gasto nessas esbórnias sai do nosso bolso, dos impostos pagos com os nossos suados ganhos. E são impostos altos, pesados, que não deveriam ser empregados em financiar apoio político ou servir de moeda de troca.

Eleutério  Gomes – Jornalista