Dnit continua “levando com a barriga” Transamazônica sem asfalto. E os políticos rindo da desgraça alheia

Já se vão mais de 20 anos, e os doze quilômetros que não foram asfaltados da rodovia Transamazônica, no município da Palestina, continuam sem previsão de correção.

12 Km de verdadeiro inferno, para o motorista que utiliza a rodovia, saindo do Pará, com destino ao Estado do Tocantins.

Vice-versa.

E para as populações das imediações, tanto de Araguatins (TO) como de Palestina (PA).

Em todos esses anos, o Dnit, órgão responsável pela recuperação e qualificação das rodovias federais, tem encarado a situação com total desinteresse, oferecendo à opinião pública as mais variadas desculpas para justificar o injustificável.

O problema, em verdade, persiste pela falta de representatividade política do Estado do Pará.

Um estado que elege, a cada quatro anos, 17 deputados federais e mantém três senadores no Congresso Nacional totalmente alheios a uma demanda que exige tão-somente viabilizar  recursos para pavimentar 12 km de uma das rodovias mais importantes do país.

Uma “representação política” que  sumariza a decadência, o colapso, a ruína.

Senadores que não conseguem, ao longo de vinte anos, arregimentar forças para obrigar o governo a consertar o erro de origem, a não conclusão asfáltica de um trecho que ficou abandonado por ocasião da pavimentação da rodovia, de Marabá ao rio Araguaia.

Deputados federais que se elegem e reelegem alheios ao que prioritariamente deveria ser a bandeira de seus mandatos.

Bancadas que se formam, depois de eleitas, em torno do interesse de grupos do bife, da bala, da bíblia e do cacete-a-quatro, nunca mirando as deficiências sociais do estado.

Uma distorção de gênero, classe, raça, de qualquer parâmetro sociológico que se queira escolher.

Olhando a representação política paraense na  Câmara e no Senado  – o que vemos é a total inversão, uma imagem caricatural e distorcida do que é a sociedade brasileira.

E do que ela precisa.

 

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Nota do blog: moradores dos municípios de Araguatins e Palestina continuam sentados no meio da pista da Transamazônica, nas imediações da ponte sobre o rio Araguaia, protestando contra a situação caótica de 12 Km da estrada (fotos).

E, daqui, o blogueiro oferece todo apoio aos manifestantes, estimulando-os a permanecerem o tempo que for necessário no bloqueio, para mostrar à classe política paraense e ao governo federal o poder de resistência de nossas comunidades. (Fotos de Adão Bento)

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