Hiroshi Bogéa On line

Divisão: dados oficiosos sobre estudos do Idesp

 

Ricardo Nunes, de Belém, envia  à caixa de comentários informação de hipotético estudo sócio-econômico do  IDESP,  sobre a criação dos Estados de Tapajós e Carajás:

 

 

Caro Hiroshi, envio a você em primeira mão estudo sócio-econômico realizado pelo IDESP ( Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará) sobre a divisão territorial do Estado:

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Considerando os índices econômicos, o Pará ficaria com 56%, ou seja, R$ 32 bilhões e 652 milhões do Produto Interno Bruto (PIB); Carajás ficaria com 36%, ou R$ 19 bilhões e 506 milhões, e Tapajós ficaria com 11%, ou R$ 6 bilhões e 360 milhões do PIB.

Na área da Saúde, observando a taxa de mortalidade infantil (TMI), em 2009, o estado do Carajás teria uma taxa de 22 óbitos por mil nascidos vivos; no Tapajós a taxa seria de 20 óbitos por mil nascidos vivos e no Pará, 19 óbitos por mil nascidos vivos. Já a taxa de mortalidade geral (TMG) seria de 4, 3 e 3 óbitos por mil habitantes no Carajás, Tapajós e Pará, respectivamente.

A taxa de mortalidade materna, um dos problemas mais preocupantes do Estado, a média ficaria menor no Pará, com 59 óbitos por cada mil nascidos vivos, seguido do Carajás com 66 óbitos por mil nascidos vivos e do Tapajós com 81 óbitos por mil nascidos vivos, a mais elevada de todas.

Na área de segurança, as estatísticas dos crimes revelam uma taxa média no Estado do Pará, de 1297 crimes contra a pessoa a cada 100 mil habitantes; de 1678 crimes contra o patrimônio e 231 crimes violentos a cada 100 mil habitantes. Tapajós apresentaria taxas de crimes de 775 crimes contra a pessoa, 685 contra o patrimônio e 115 crimes violentos a cada 100 mil habitantes. E Carajás teria taxas mais moderadas de 374 crimes contra a pessoa, 592 crimes contra o patrimônio e 149 crimes violentos a cada 100 mil habitantes.

Sobre o mercado de trabalho formal, o Pará teria 669 mil postos de trabalho, Carajás teria 184 mil postos e Tapajós 97,8 mil postos. O número de estabelecimentos com vínculos empregatícios seria de 29,6 mil no Pará, 13 mil no Carajás e 6,9 mil no Tapajós.

Na divisão, o Tapajós ficaria com a maior área territorial (57%), seguido do Carajás, com 23% e o Pará ficaria com 20%, mas este teria a maior concentração populacional, com 19,9 pessoas por km2, enquanto Carajás ficaria com 5,4 pessoas por km2 com e Tapajós com 1,6 pessoas por km2.

Ou seja, do território total de 1 milhão 247 mil e 950 quilômetros quadrados (km2) do Estado, Tapajós ficaria com 718 mil e 135,6 km2 (57%), enquanto Carajás ficaria com 284 mil e 768,6 km2 (23%) e sobraria para o Pará 245 mil e 46 km2 (20%).

Da população de 7 milhões e 580 mil habitantes do Estado, o Pará ficaria com a maior parte, de 4 milhões 888 mil habitantes, enquanto Tapajós teria 1 milhão 146 mil habitantes e Carajás, 1 milhão 546 mil habitantes. Dessa forma, o Pará teria a menor área e a maior população.

O Pará perderia 2 milhões e 692 mil pessoas, sendo 20% para Carajás (1 milhão e 546 mil) e 15% para o Tapajós (1 milhão e 146 mil).

Os municípios que comporão Carajás apresentaram maior incremento populacional médio anual nas últimas décadas: 9,4% de 1980 a 1991; 3,1% de 19991 a 2000 e 3,2% de 2002 a 2010. Esses crescimentos foram impulsionados pela implantação de projetos minerais e agropecuários principalmente nos municípios de Marabá, Parauapebas, São Felix do Xingu e Santana do Araguaia.

O grupo de municípios que comporão o Estado do Tapajós apresentou crescimento populacional médio anual na última década de 1,3% e no Pará o incremento foi de 1,9%.

O Pará teria ainda a maior concentração de pessoas residindo na área urbana, com 70,8% da população remanescente, segundo dados de 2010. Carajás teria 68,5% de pessoas na área urbana e Tapajós, 58,9% no mesmo ano.

O valor adicionado de serviços é preponderante no Pará (71%); Tapajós ficará com 59% e a indústria de Carajás também ficará com 59%. A produção de grãos agregaria um valor de R$ 250 mil no Tapajós, R$ 223 mil no Carajás e R$ 204 mil no Pará. As culturas industriais adicionariam um valor de R$ 796 mil no Pará, R$ 516 mil e R$ 214 mil, no Tapajós e Carajás respectivamente. A fruticultura geraria um valor de R$ 230 mil no Carajás, R$ 139 mil no Pará e R$ 110 mil no Tapajós.
O rebanho bovino ficaria concentrado no Carajás, com 10 milhões e 854 mil cabeças (64%); Tapajós ficaria com 3 milhões e 673 mil cabeças (22%) e o Pará ficaria com 2 milhões e 329 mil cabeças (14%). Já a avicultura ficaria concentrada no Pará, com 69%, restando 16% ao Tapajós e 15% a Carajás.

A produção leiteira prepondera no Carajás, com rebanho de 669 mil vacas ordenhadas e cerca de 450 milhões de litros de leite, agregando um valor de R$ 258 milhões. A produção extrativa madeireira seria partilhada entre a prevalência do carvão vegetal em Carajás, com 90 mil toneladas; de lenha no Pará (1.666m3) e no Tapajós (1.416m3). A madeira em tora se concentra no Pará (3.508m3) e 1.267m3 no Tapajós e 1.201m3 no Carajás.

O comportamento da balança comercial em 2010 refletiria US$ 9 bilhões e 242 milhões no Carajás, US$ 2 bilhões e 830 milhões no Pará e US$ 596 milhões no Tapajós.

Com relação aos indicadores da educação, o Pará teria a maioria da matrícula, tanto no Fundamental (63%), quanto no Ensino Médio (65%), dispondo de 63% dos docentes do Ensino Fundamental e 70% dos docentes do Médio, gerando uma média de 28 alunos por docente no Fundamental e 26 no Médio. O estado do Carajás ficaria com uma média de 29 e 32 alunos por docente, respectivamente. E o Tapajós apresentaria uma média de 26 alunos por docente no Fundamental e 31 no Médio.

Sobre a qualidade da educação básica, medida pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em 2009, os municípios do Tapajós apresentariam a maior média (3,6) na 4ª/5ª série, seguido do Carajás com nota média de 3,5 e 3,3 do Pará. Quanto à qualidade do ensino na 8ª/9ª série, o Tapajós ficaria com uma nota média de 3,6, Carajás 3,4 e o Pará com 3,3.

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7 Comentários

  1. Beto Castro

    22 de junho de 2011 - 19:52 - 19:52
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    Bastam os valores do PIB de cada Estado para provar com todas as letras a viabilidade econômica dos Três Estados brasileiros. Carajás já nasce com um PIB superior a quatro dos Estados do Nordeste (RN-PB-AL-SE), três da Amazônia Ocidental (RO-AC-RR) e dois do Meio-Norte (AP-PI) e um do Centro Oeste (TO), quase se igualando a dois outros Estados importantes da Nação (MA-MS). O PIB de Tapajós supera quatro Estados já incorporados à União (RO-AC-RR e AP), todos em pleno funcionamento das instituições republicanas básicas. Em dez anos, com boa administração, serão três dos maiores e mais ricos Estados do Brasil, com a soma dos PIBs ultrapassando, individualmente, os três Estados do Sul (RS-SC-PR), os três do Sudeste (MG-RJ-ES), todos do Nordeste e do Centro-Oeste, aí incluídos Estados muito ricos atuais, como BA, GO e MT. Todos os números deste estudo inteligente e direto atestam a verdade dos fatos e devem ser enviados para todos os senadores, deputados federais, e estaduais, divulgados nas escolas, sindicatos, prefeituras, câmaras de vereadores, associações de classes, comércio e eleitores dos dois novos Estados, além de publicados, com anuência do Blog titular, em todos os Blogs associados PRÓ-NOVOS ESTADOS. Faltam, ainda, estudos sobre a produção de manganês, caulim, cavacos de madeira, celulose, etanol, petróleo e gás natural, pescados, turismo, agro-indústria, agricultura familiar, indústria da costrução civil, madeira de lei, extrativos vegetais, fitoterápicos, cobre, ouro, acquíferos, construção naval e energia elétrica, móveis etc. São setores dos três Estados que tendem a uma explosão quantitativa nos próximos anos, após as novas organizações das Secretarias especializadas a serem criadas pelos novos governos.Os três Estados, também, serão potências esportivas com os seus clubes incluídos nos circuitos nacionais (Remo-Paysandu e Tuna) pelo Pará, Independente e Águia por Carajás e São Raimundo e São Francisco por Tapajós. Outros clubes de cidades importantes nas três áreas complementarão o grande potencial futebolístico e esportivo do novo país do Grão-Pará. Pedimos licença ao Hiroshi para publicar e divulgar em nível nacional este espetacular estudo.Seu Blog acaba de entrar, definitivamente, para história do Brasil com a publicação deste estudo.

  2. Hiroshi Bogéa

    20 de junho de 2011 - 11:29 - 11:29
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    Luís Otávio, o comentarista João Dias tem tratado todos aqui na caixinha com respeito. Solicito retirar a expressão usada em seu comentário, para que eu possa moderá-lo. Abs

  3. Luis Otávio

    19 de junho de 2011 - 02:19 - 2:19
    Reply

    Saiu essa matéria no buadahora.comn.br

  4. João Dias

    18 de junho de 2011 - 20:00 - 20:00
    Reply

    A matéria é muito clara e identifica a fonte (Observatório da Imprensa), bem como ao nome do jornalista Alberto Dines, dia do debate (14/06/11). Em nenhum momento a fonte e sua autoria foi omitido

    O comentarista, dado o tema em debate, se limitou a encaminhar ao mediador, comunicado informando que existe o blog do Iroshi Bogéa e não apenas, a mídia nacional, deixando claro o compromisso do administrador do blog com os valores do estado democrático de direito, a livre manifestação do pensamento a liberdade de expressão, tudo em conformidade com a democracia vigente e, para o qual o momento exige, digamos, participação popular com informação para bem decidir os destinos de um povo regional.

    O leitor do blog, sr. Luis Otávio, leu e não entendeu absolutamente nada, talvez pelo simples prazer de criticar ou porque é burro mesmo.

  5. Luis Otávio

    18 de junho de 2011 - 17:21 - 17:21
    Reply

    Esse material foi chupado de um site na cara de pau.

    • Hiroshi Bogéa

      18 de junho de 2011 - 19:17 - 19:17
      Reply

      Luis mande o endereço da fonte para ser citada. Não tenho como exigir de comentaristas, antecipadamente, a fonte de matérias para cá enviadas. Toda hora “pinta” textos enviado por comentaristas tirados de outros sítios. Favor, envie a a identidade do site para citação. Agradeço.

  6. João Dias

    17 de junho de 2011 - 15:55 - 15:55
    Reply

    Uma reflexão responsável sobre a mídia.

    Acompanhando o debate do observatório da imprensa, apresentado no dia (14/06/11), pelo jornalista Alberto Dines, em que foi tratado a sequência de mortes do Pará, a mídia foi o tema e, destacou que: “A mídia local e regional trata do assunto incidentalmente sob o ângulo policial, não está interessada em confrontar os grandes interesses políticos e econômicos e a mídia nacional, atrelada à mesma ideologia dos ruralistas, nem se abala”, criticou.

    Para o jornalista, a situação deve se agravar com a construção da usina de Belo Monte e com a proposta de divisão do Pará em três estados: “Diante da carência de recursos humanos, logo teremos bandidos com imunidades parlamentares e malfeitores transformados em autoridades.

    Diante da cobrança por uma atuação efetiva da mídia local, não poderia de me furtar a sugerir ao Observatório da Imprensa (comunicado oficialmente com confirmação de publicação) aos debatedores que acessem ao Blog Iroshi Bogéa, onde as matérias pertinentes, especificamente quanto a divisão do Pará e, mortes de extrativistas na defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, são atualizadas, publicadas e comentadas pelas partes interessadas (contra ou a favor), deixando claro o compromisso do administrador do blog com os valores do estado democrático de direito, a livre manifestação do pensamento a liberdade de expressão, tudo em conformidade com a democracia vigente e, para o qual o momento exige, digamos, participação popular com informação para bem decidir os destinos de um povo regional.

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